Brasil é penúltimo em ranking

O Brasil ficou em penúltimo lugar em ranking de competitividade elaborado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), perdendo apenas para a vizinha Argentina. O Canadá foi o primeiro colocado, seguido da Coreia do Sul e da Austrália.
O estudo comparou o desempenho de 15 países com economias consideradas similares a do Brasil, em tamanho ou grau de desenvolvimento, em oito quesitos: disponibilidade e custo de mão de obra, disponibilidade e custo de capital, infraestrutura e logística, peso dos tributos, ambiente macroeconômico, ambiente microeconômico, tecnologia e inovação e educação.
A pesquisa considerou países emergentes, como México, Rússia, China e Índia, e desenvolvidos, como Espanha e Canadá.
O Brasil seguiu na mesma posição de fragilidade verificada no ranking do ano passado, que contava com 14 países. A penúltima posição foi mantida na listagem de 2013 mesmo com a inclusão da Turquia.
Nos oito quesitos analisados, o Brasil perdeu posições em relação ao ranking de 2012 em custo de mão de obra, logística e infraestrutura, ambiente microeconômico e tecnologia e inovação. Houve avanços em disponibilidade e custo de capital e ambiente macroeconômico, este último devido à desvalorização do real frente ao dólar.
Em peso dos tributos e educação, o país permaneceu na mesma posição.
O Brasil não conseguiu, contudo, situar-se entre os primeiros colocados em nenhum dos quesitos. Ocupou posições mais confortáveis, ficando no terço intermediário de países, nos segmentos de mão de obra, e ambiente macroeconômico e tecnologia e inovação.

Baixa produtividade

Apesar de ter salários relativamente competitivos, com a quarta posição entre os países no aspecto de remuneração, a produtividade dos trabalhadores brasileiros é baixa, o que levou o país a perder três posições no quesito mão de obra.
Além disso, o mercado começou a sentir a perda do vigor na oferta de trabalhadores, verificada nos anos anteriores.
“Houve perda de dinamismo. Já não há os ganhos com o bônus demográfico e, com o crescimento da renda, os jovens estão demorando mais tempo para entrar no mercado de trabalho”, afirmou Renato da Fonseca, gerente-executivo pesquisa e competitividade da CNI.
Para a entidade, o Brasil tem potencial para avançar no próximo ano no quesito infraestrutura, após as privatizações de aeroportos e rodovias feitas ao longo do ano. No ranking, o Brasil ficou em 13° lugar, atrás somente da Argentina e da Colômbia.
“Na infraestrutura é a nossa grande chance. O que trabalharmos nesse quesito será pouco dado o estoque de problemas”, afirmou João Augusto, diretor de políticas e estratégia da Confederação.

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