28 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Brasil e as culturas transgênicas

As culturas transgênicas em 12 anos atingiram 114,3 milhões de hectares (1,7 milhão em 1996), um crescimento de 12% em relação a 2006 e de 67 vezes em relação a 1996.

As culturas transgênicas em 12 anos atingiram 114,3 milhões de hectares (1,7 milhão em 1996), um crescimento de 12% em relação a 2006 e de 67 vezes em relação a 1996.
O número de países que plantaram culturas transgênicas passou para 23, dos quais oito com mais de um milhão de ha. Os Estados Unidos participaram com 50% do total (57,7 milhões de ha), Argentina com 17% (19,1 milhões de ha), Brasil com 13% (15 milhões de ha), Canadá com 6% (sete milhões de ha), Índia com 5% (6,2 milhões de ha), China com 3% (3,8 milhões de ha), Paraguai com 2% (2,6 milhões de ha) e África do Sul com mais de 1% (1,8 milhão de ha). Chile e Polônia apareceram pela primeira vez entre os países que semeiam culturas transgênicas.
A distribuição dos transgênicos no mundo é de 60% da área em países industrializados e 40% em países em desenvolvimento. Aqueles em que a área aumentou mais de 2006 para 2007 foram Brasil, Estados Unidos, Índia, Argentina e Canadá. O crescimento foi modesto no Paraguai, na África do Sul e na China e negativo apenas na Austrália (ocorreu seca severa no país). Também, quando se considera o crescimento ano a ano, o Brasil, a Índia, as Filipinas, o Paraguai e a África do Sul se destacam.
O número de agricultores que se dedicaram às culturas transgênicas em 2007 aumentou para 12 milhões (10,3 milhões em 2006). Nos 23 países mencionados vivem 55% (3,6 bilhões) do total atual de habitantes da Terra (6,5 bilhões). Nestes países, estão 52% dos 1,5 bilhão de ha de terra de cultura do planeta. É digno de nota que mais de 90% (11 milhões) dos agricultores dedicados às culturas transgênicas são pequenos agricultores, carentes de recursos, que semeiam, principalmente, o algodão Bt resistente a pragas. Estes 11 milhões localizam-se: 7,1 milhões na China, 3,8 milhões na Índia, 100.000 nas Filipinas e vários milhares na África do sul. Este é o resultado do bom comportamento dos transgênicos nas lavouras: proporciona benefícios econômicos, ambientais, à saúde e sociais aos agricultores em geral.
No período 1996-2007, a característica dominante nos transgênicos foi a tolerância a herbicidas, seguida de resistência a insetos. A primeira está presente em soja, milho, canola, algodão e alfafa; a segunda em algodão e milho. Estas duas culturas também têm transgênicos com as duas características. Há tendência de acumular características importantes como estas em cultivares transgênicos, o que certamente ocorrerá em futuro próximo. A tolerância a herbicidas ocupou 63% da área cultivada com transgênicos (68% em 2006), as duas características reunidas foram semeadas em 19% da área (13% em 2006), a resistência a inseto cobriu 18% da área cultivada (19% em 2006), a resistência a vírus e outros caracteres ocuparam menos de 1% da área de transgênicos (como em 2006).
No que se refere à área de transgênicos por cultura, a situação em 2007 foi a seguinte: soja 57%, milho 25%, algodão 13%, canola 5%, alfafa, menos de 1%, mamão, menos de 1% e outros produtos (abóbora, álamo), menos de 1%.

FRANCISCO DE JESUS VERNETTI é engenheiro agrônomo, M.Sc. e pesquisador da Embrapa (aposentado).

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