Brasil chega à economia moderna, d iz presidente do Banco Central

Otimismo de Henrique Meirelles é motivado pelas perspectivas de abertura de capital de companhias, associadas ao sucesso do mercado e à estabilidade econômica

O desenvolvimento do mercado de capitais que o Brasil está vendo neste momento é muito importante para que ocorra uma intermediação cada vez mais eficiente entre a poupança e o investimento. A afirmação foi feita na última semana pelo presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, durante discurso no evento de abertura de capital da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futu­ros) na Bovespa, em São Paulo. “Hoje é um dia simbólico: marca a chegada do Brasil à eco­nomia moderna, do capital democrático.”
De acordo com Meirelles, a possibilidade de abertura de capital de companhias está associada não apenas ao sucesso do mercado, mas também à es­tabilidade econômica.

“A BM&F abrirá capital com mais de 280 mil compradores, e isso mostra a significância não só da economia, mas da socioeconomia”, enfatizou, acrescentando que o país está passando por um processo de democratização do mercado financeiro.

Ele lembrou também que, no passado, eram realizados muitos seminários e eventos para que esse mercado deslan­chasse, mas isso, até então, vi­nha ocorrendo de maneira muito tímida. “Mas hoje aconteceu como deveria acontecer, e isso ocorre em razão da estabilidade e da previsibilidade.”

Meirelles salientou ainda que as empresas brasileiras co­­meçam a ter, de fato, acesso a financiamento por meio de mercado de capitais, o que era algo dificultoso no passado. O presidente do Banco Central voltou a dizer que o céu de brigadeiro pelo qual passa atualmente a economia doméstica é fruto dos esforços internos, e não apenas da melhora da economia mundial nos últimos anos.
A opinião de Meirelles é compartilhada pela presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Maria Helena Santana.

Segundo ela, o movimento de IPOs (Ofertas Públicas Iniciais de Ações, na sigla em inglês) das empresas brasileiras “não é uma coisa passageira”. “Acho que haverá continuidade. Não sei com qual intensidade, porque as questões de liquidez irão influenciar.”

Bolsas brasileiras

De acordo com Maria Helena, as transformações nas bolsas brasileiras, que abriram­ o capital, não têm relação so­mente com a forma de orga­nização dessas empresas, agora constituídas como S.A.s Ela disse acreditar que as mudanças ocorrem no próprio ne­gócio, como a introdução e­ o crescimento das transações eletrônicas, por exemplo.
Para Maria Helena, a BM&F ganha condição de competir com as bolsas internacionais e pode usar suas próprias ações como moeda para aquisições, como já foi visto em transações similares no mundo.

Maria Helena também lembrou que as bolsas são empresas diferentes, porque são reguladas, mas ao mesmo tempo regulam. “A credibilidade do mercado é parte do negócio”, disse a presidente da CVM.

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