Brasil, Bolívia e Argentina vão construir cinco usinas em parceria

O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, anunciou ontem, que o Brasil, a Bolívia e a Argentina vão construir usinas hidrelétricas, de forma conjunta, para tentar minorar os problemas de energia na região. Segundo o ministro, serão construídas cinco hidrelétricas, sendo três conjuntas entre Brasil e Argentina, duas entre Brasil e Bolívia. As cinco usinas vão gerar 10 mil MW e o custo será da ordem de R$ 30 bilhões.
Após a reunião dos três presidentes em Buenos Aires, no último sábado, ficou acertado que em 10 dias haverá um encontro entre ministros para discutir a política energética do Mercosul. Segundo Lobão nessa reunião, cujo local ainda não foi definido, serão discutidos os termos dos acordos dessas hidrelétricas.
O ministro reconhece que não são obras de curto prazo, mas para tentar solucionar os problemas desses países. Esse plano conjunto de construção de hidrelétricas, segundo o ministro, será nos moldes da usina hidrelétrica de Itaipu, no Paraguai.
Segundo o ministro, naquilo que os países não puderem arcar com as despesas, recorrerão ao crédito externo. Edison Lobão informou também que por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participará dessas reuniões para evitar problemas de licença ambiental. “Isso é para que a burocracia seja definitivamente banida nesses entendimentos”, declarou Lobão.
Sobre o pedido da Argentina de cessão de gás que o Brasil importa da Bolívia, o ministro Lobão foi taxativo, reiterando que o Brasil não abre mão do gás boliviano.
“Não haverá nenhuma modificação no contrato assinado com a Bolívia. O Brasil continuará recebendo da Bolívia 31 milhões de metros cúbicos por dia, que é contratado com aquele país; nada menos do que isso”. Ele ressaltou, no entanto, que o Brasil está disposto a ajudar a Argentina com outras formas de energia. “Vamos ajudar o país amigo nos momentos difíceis”, disse o ministro, numa referência ao fornecimento de energia ao país vizinho, no inverno.

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