Brasil bem colocado no mercado internacional

O ex-ministro Reinhold Stephanes, em palestra, no dia de ontem, em Brasília, antes da cerimônia de transmissão do cargo, disse que mercados foram abertos e reconquistados nos últimos três anos, permitindo, que o Brasil detenha, hoje, quase um quarto do comércio internacional agrícola. Wagner Rossi, assumiu ontem o Ministério da Agricultura. Para Stephanes, a solução de pendências com Rússia, China, União Europeia, Chile e Estados Unidos foram fundamentais. “Não é trabalho fácil, pelas proporções do território brasileiro e as exigências de mercados consumidores, algumas, inclusive, artifícios meramente comerciais”, lembrou.
A modernização da legislação e reestruturação do Sisbov (Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos), a adoção da GTA (Guia de Trânsito Animal) eletrônica e o novo Riispoa (Regulamento de Inspeção Industrial de Produtos de Origem Animal) foram ações enfatizadas pelo ex-ministro na área de defesa agropecuária. Stephanes considerou emblemático, ainda, o controle da febre aftosa e reforçou a proposta de que, ainda este ano, todo o território nacional se torne livre da doença com vacinação.
Na área econômica, Stephanes lembrou a crise financeira mundial de 2008 e disse que a agricultura se manteve dinâmica nesse período, com o maior índice de produção e produtividade, graças à ação do governo, que procurou manter o mercado ativo para que o consumo não cessasse. “O governo interveio de forma correta, utilizando instrumentos de comercialização adequados para dar liquidez à produção agrícola, substituir a retração do mercado internacional e a falta de financiamento e de compras futuras”, afirmou
A universalização de um sistema de seguro contra riscos climáticos, o chamado Fundo de Catástrofe, com recursos de R$ 4 bilhões, que está em votação no Senado vai contribuir, segundo o ex-ministro, para apoiar a produção e evitar endividamentos dos agricultores.
O incremento da produção agrícola com a expansão das áreas de cultivo em Mato Grosso, Pará, Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia não encontra, para o ex-ministro, ressonância na infraestrutura de transportes existente dessas regiões, acarretando aumento dos preços dos produtos agrícolas. “Isso dificulta o escoamento das safras e encarece os produtos, com reflexo no custo da produção e na competitividade das commodities agrícolas no mercado internacional”, lembrou.
Com a preocupação de encontrar alternativas para esses gargalos e acompanhar a dinâmica da produção, algumas ações foram apontadas por ele nos últimos três anos, inclusive, com a participação do Mapa na elaboração do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). “O programa contempla a maioria das obras estratégicas para melhorar as condições de escoamento em médio e longo prazos”, frisou.

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