4 de dezembro de 2021

Brasil avança em cafés sustentáveis

As tecnologias contribuem com o Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, da ABIC

Adaptar o mercado cafeeiro brasileiro às novas tendências e exigências mundiais de consumo consciente de produtos desenvolvidos respeitando a sustentabilidade econômica, social e ambiental é um desafio que vem sendo enfrentado pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café), parceira do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.
Nesse contexto, são diversos os programas criados e implementados pela ABIC para atender os mercados cada vez mais exigentes. Um dos mais conhecidos é o Selo de Pureza da Abic, que atesta a qualidade e a pureza do café torrado e moído. Há cerca de oito anos, a Abic agregou o quesito sustentabilidade do café a suas ações de certificação com resultados perceptíveis no setor graças ao Programa Cafés Sustentáveis do Brasil -PCS.
A inovação tecnológica tem sido parceira imprescindível nesse processo de busca pela sustentabilidade da cafeicultura nacional. Segundo o gerente geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, as tecnologias desenvolvidas no âmbito do Consórcio Pesquisa Café contribuem direta e indiretamente com esse Programa da Abic, consolidando o Brasil como líder da produção e exportação e segundo maior consumidor mundial, como também possibilitado avanço significativo na produção de cafés sustentáveis.
Programa Cafés Sustentáveis – Para estimular a sustentabilidade na produção de café, com qualidade e certificação, a ABIC desenvolveu o Programa Cafés Sustentáveis do Brasil. A iniciativa estabelece uma série de requisitos a serem atendidos em toda a cadeia do fornecimento do café, desde o processo agrícola e beneficiamento, passando pela fase industrial de torrefação, moagem e embalagem, para conquista do selo de certificação. O Programa distingue as marcas de café torrado e torrado e moído que agregam qualidade e sustentabilidade. O selo na embalagem comprova que 60% da composição do blend, ou seja, da matéria-prima básica para cafés superiores e gourmets, são provenientes de fornecedores sustentáveis.
Os cafés diferenciados pelo selo de sustentabilidade, com rastreabilidade assegurada desde a planta até a xícara, devem atender à Normas de Qualidade Recomendável e Boas Práticas de Fabricação de Cafés Torrados em Grão e Cafés Torrados e Moídos, do PQC (Programa de Qualidade do Café), que assegura a qualidade da bebida e as características sensoriais do produto final. O PQC é também um programa da Abic. O enfoque de sustentabilidade do Programa Cafés Sustentáveis do Brasil se baseia nas “metas do milênio” e no “pacto global” (Global Compact), ambos programas da ONU (Organização das Nações Unidas).
Para o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz, o incentivo à sustentabilidade e qualidade do café em todas as fases da sua produção é uma maneira produtiva, competitiva e eficaz de melhorar as condições das pessoas que trabalham no cultivo, processamento, industrialização e comércio, assim como aumentar a oferta de cafés com melhor qualidade ao mercado consumidor, aumentando o consumo e tornando toda a cadeia mais lucrativa e sustentável. “O PCS representou uma forma de agregar valor ao produto em toda a cadeia produtiva, premiando os produtores de cafés sustentáveis com maior renda e maior valor de venda de sua produção. O Programa é um exemplo de como unir produtores e torrefadores em torno de um propósito comum. Os primeiros parceiros foram produtores do Cerrado Mineiro”, contou.
No entanto, há alguns requisitos mínimos que as empresas devem apresentar, segundo o diretor da Abic. “Há uma lista de requisitos mínimos. Na dimensão ambiental, por exemplo, pode-se citar a proteção dos mananciais de água e da vegetação ao longo dos cursos de água. Na social, a liberdade de associação e negociação e condições dignas de trabalho. Para consultá-los na íntegra, sugiro ler a Norma de Sustentabilidade para a Cadeia do Café da ABIC”, explicou.
Para Nathan Herszkowicz , a Produção Integrada do Café, que reúne um conjunto de tecnologias e de boas práticas agrícolas, é grande aliada da sustentabilidade. “O desenvolvimento pela pesquisa de novas cultivares adaptadas às diferentes regiões produtoras, de técnicas avançadas de manejo e colheita, secagem, armazenamento, irrigação e reúso de água e preparo do grão, entre outras, no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, tem garantido condições sustentáveis no campo, o que faz do Brasil o país produtor com maior número de propriedades certificadas”, afirmou.

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