Brasil assina carta de intenções

Com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente do México, Felipe Calderón, os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Reinhold Stephanes, e do México, Alberto Cárdenas, assinaram ontem, na Cidade do México, carta de intenções que prevê cooperação técnica em temas de interesse comum na área agropecuária e apoio mútuo nos foros internacionais.
Entre os principais pontos do acordo, estão a cooperação técnica para produção de bioenergia e a atração de investimentos privados para o setor.
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, fez um balanço da missão: “Os encontros foram muito proveitosos, porque abriram portas para entendimentos na área agrícola. Isso significa possibilidades de credenciarmos mais plantas de vendas de leite, perspectivas de exportações de arroz do Rio Grande do Sul, abertura do mercado de suínos provenientes de Santa Catarina e abertura de mercado para exportação de frango”.
Além de promover encontros de negócios entre empresários brasileiros e mexicanos, o objetivo da missão foi aproximar as áreas responsáveis pela sanidade dos dois países.
Na última sexta-feira, dia 3, as áreas responsáveis pela sanidade animal do Brasil e do México também acordaram num protocolo de intenções mais específico, que pode ser considerado um dos principais resultados da missão organizada pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). A viagem é considerada a maior missão internacional de toda a história do Mapa.
Entre os principais pontos do acordo, estão a possibilidade de cooperação técnica em várias áreas de saúde animal, a produção de biocombustíveis e a habilitação de mais plantas brasileiras de laticínios autorizadas a exportar para o México.
O documento, assinado pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Inácio Kroetz, e pelo chefe do Serviço Nacional de Sanidade, Inocuidade e Qualidade de Agroalimentos do governo mexicano, Enrique Sánchez Cruz, prevê ainda a criação de um grupo de trabalho sobre assuntos sanitários envolvendo os dois países, cuja primeira reunião deve ser realizada antes de dezembro deste ano.
Nos encontros bilaterais, os mexicanos apresentaram informações sobre seus sistemas eletrônicos de certificação para exportação e importação de animais, produtos e medicamentos veterinários e sugeriram cooperação nesta área.
O México também propôs intercâmbio tecnológico na área de saúde animal, vegetal e inocuidade, assim como produção orgânica e desenvolvimento de operação dos laboratórios de diagnóstico para o controle de pragas. Na área laboratorial, pretende-se o reconhecimento dos serviços veterinários, de inspeção e dos sistemas de diagnóstico. Os mexicanos também manifestaram interesse em temas como citricultura, produção de biocombustíveis, controle biológico de pragas como a ‘mosca da fruta’, e controle integral de pragas do algodão e da soja.
Do lado brasileiro, foram propostas ações para ampliar o número de plantas de leite e derivados habilitadas a exportar para o México. Além disso, foi discutida a abertura de mercados para exportação de carnes de aves –especialmente as separadas mecanicamente– e de carne suína de Santa Catarina.

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