Braga articula inclusão de florestas no acordo de Kyoto

O governador Eduardo Braga teve que se retirar antes do final da Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Mudanças Climáticas, mas antes teve um encontro com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no Hotel Intercontinetal, a pedido deste último, para pautar o discurso que a delegação brasileira faria na plenária realizada no último domingo.

“É a nossa chance de incluir as florestas nativas no acordo de Kyoto”, disse o governador, recebendo a concordância do ministro, que efetivamente defendeu a tese em seu discurso.

Amorim desembarcou em Bali no sábado já lendo e vendo nos jornais e nas televisões locais a repercussão da assinatura, na véspera, de um acordo do governador amazonense com dois colegas indonésios que têm o mesmo discurso: querem as florestas nativas incluídas no relatório da ONU sobre mudanças climáticas.

Os jornais asiáticos destacavam a posição americana, ainda contrária a assinatura do protocolo, mas também reconheceram os avanços da Austrália, que decidiu assinar, o que não havia feito na conferência passada. O tema “Mudanças Climáticas” é pauta comum na imprensa asiática. Por isso, os principais veículos de comunicação locais procuraram o governador amazonense para saber detalhes sobre a Lei de Mudanças Climáticas que ele lançou em junho, com repercussão mundial.

Eduardo Braga encontrou-se em Bali com importantes lideranças do movimento ambientalista, como o representante no Brasil do Greenpeace, a maior ONG do setor no mundo, Paulo Adário. Os dois conversaram sobre a posição brasileira, até então reticente, e decidiram fazer pressão em conjunto pela mudança de postura. “Eu nunca escondi, nem do presidente Lula o que pretendia fazer. Este é o meu trunfo”, disse Braga na conversa com os ambientalistas.

O secretário de Desenvolvimento Sustentável, Virgílio Viana, fica na conferência até o final, esta semana, e foi indicado por Braga para assessorar a delegação brasileira nas discussões plenárias e paralelas. “Estamos muito a frente em vários pontos. Por isso, nossa posição aqui é muito ouvida”, disse.

Braga voltou antes porque recebeu na noite de ontem, o prëmio de “Homem do Ano no Meio Ambiente” da Editora Três, que edita, entre outras, as revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro. Ele foi homenageado junto com autoridades como o ministro do Supremo Joaquim Barbosa e Guido Mantega.

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