Bovespa tem maior recuperação desde março e fecha em alta de 3,87%

O Ibovespa, principal “termômetro” dos negócios na Bovespa, teve alta de 3,87%, a maior variação positiva desde o dia 6 de março deste ano, temporada em que a Bolsa brasileira enfileirou recordes sucessivos. O índice bateu os 51.745 pontos, num pregão com volume financeiro expressivo: R$ 5,28 bilhões.
A taxa de risco-país marcou os 203 pontos, um decréscimo de 7,30% sobre a pontuação final de terça-feira.
Analistas e investidores acreditam que uma redução dos juros básicos nos EUA, que influenciam os empréstimos para o consumo e para empresas, pode apressar o fim da crise financeira global, disparada pelos problemas no mercado de crédito imobiliário americano.
O Federal Reserve (banco central dos EUA) tem sido “pressionado” pelo mercado, e mesmo por autoridades públicas para que suavize a taxa básica de juros, hoje em 5,25% ao ano. Essa “pressão” ganhou força desde ontem. Ontem, uma pesquisa do diário americano “USA Today” mostrou que a maioria dos economistas de instituições financeiras aposta no afrouxamento da política monetária.
“Por aqui, a Bolsa brasileira subiu até mais do que lá fora por influência de uma recupação do preço das commodities. Esses preços influenciam muito a oscilação de ações de primeira linha, como os papéis da Vale do Rio Doce e Usiminas. A ação da Petrobras também teve uma forte recuperação e puxou o mercado”, afirma Emerson Lambrecht, diretor de operações da corretora Solidus.
No “furacão” da crise financeira, os preços das commodities tiveram fortes quedas. A cotação do níquel, por exemplo, havia caído 18,5% desde o final de julho (início das turbulências) até o último dia 17, o “fundo do poço” para as Bolsas de Valores.
Profissionais de mercado também notaram que a redução da volatilidade dos últimos negócios começou a estimular o retorno dos investidores às compras. “Esse otimismo do mercado é entre aspas. A situação não está resolvida, tanto que os bancos centrais voltaram a colocar recursos no sistema financeiro: o Banco Central Europeu vai oferecer dinheiro, o ‘Fed’ deu dinheiro para alguns grandes bancos”, acrescenta.

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