Bovespa opera instável e fecha com recuo

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) oscilou durante boa parte do dia, sem firmar uma tendência, numa sessão marcada pela cautela dos investidores. A economia europeia, com a grave situação fiscal em países como a Grécia, restringiu o ensaio de recuperação observado pela manhã. Nos EUA, investidores não se animaram com os números sobre emprego.

O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, cedeu 0,08% no fechamento, aos 67.108 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,16 bilhões. A ação da petrolífera OGX, que confirmou reservas de até 900 milhões de barris, subiu com força (6,14%) e limitou a queda do índice, respondendo sozinha por 11% do giro total da Bolsa.

Para profissionais de mercado, a preocupação com China e Grécia tem contido os momentos de otimismo na Bolsa. Ontem, nem os números um pouco mais favoráveis sobre emprego nos EUA animaram os investidores.

A consultoria americana ADP informou que houve um corte 22 mil postos de trabalho em janeiro nos EUA, o menor saldo negativo desde fevereiro de 2008. “O governo dos EUA já injetou bilhões de dólares na economia e, depois de um ano, era até esperado que o emprego mostrasse alguma recuperação”, comenta Bernardo Rodarte, gerente de operações da corretora Sita. Em relação às oscilações recentes da Bovespa, ele viu somente um retorno episódico dos estrangeiros, após a realização de lucros (venda de ações caras) vista em janeiro. “A grande questão é que em algum momento eles os estrangeiros retornam, porque não há muitas outras alternativas. Sair daqui e vai para onde?”, observou.

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