Bovespa fecha em queda de 3,51% e acumula perdas de 13% no ano

As ações do setor de matérias-primas arrastaram as Bolsas de Valores nesta segunda-feira, em meio a uma nova jornada de mau humor sobre a economia norte-americana.
Na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), as ações da Vale do Rio Doce, das siderúrgicas e da Petrobras foram as mais castigadas pelos investidores.
O Ibovespa, principal termômetro da Bolsa, teve baixa de 3,51%, para os 55.609 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,67 bilhões, inferior à média de julho (R$ 5,64 bilhões). O indicador desceu para o seu nível mais baixo desde 23 de janeiro, acumulando perdas de 13% neste ano.
Levantamento da consultoria Economática aponta essa perda anual como a segunda pior queda para o período desde 2002 (ano de eleição presidencial), quando a Bovespa registrou retração de 27,44% no período de janeiro até 4 agosto.
A ação preferencial da Vale perdeu 7,15%, enquanto a ordinária caiu 7,20%; a ação preferencial de Usiminas retraiu 6,66%, o ativo da Gerdau teve queda de 5,24% e o papel da CSN cedeu 5,05%.
A ação preferencial da Petrobras, outro papel bastante influente da Bolsa, sofreu queda de 4,69%.

Commodities metálicas

Na Europa, os papéis das empresas ligadas às commodities metálicas também amargaram fortes perdas. A ação da mineradora BHP Billiton recuaram 4,6%, enquanto os ativos da Vedanta Resources caíram 8,2%, num dia em que o preço do cobre caiu 3,8%, enquanto o barril de petróleo voltou ao patamar de US$ 120 (Nova York) pela primeira vez desde maio.
Por lá, as principais Bolsas de Valores concluíram os negócios com perdas, a exemplo de Londres, onde o índice FTSE teve queda de 0,64%, e em Frankfurt, onde o índice Dax perdeu 0,73%. Em Nova York, o influente Dow Jones retraiu em 0,37%.
“Nós vemos uma continuação do mercado de sexta-feira, com muitos investidores tomando posições mais conservadoras, mais defensivas, e saindo da Bolsa, provavelmente porque a aversão ao risco aumentou. O volume de negócios está baixo e o fluxo vendedor está grande, com pouca gente comprando”, comenta Saulo Sabbá, diretor de gestão da Máxima Asset Management.
Entre as principais notícias da segunda-feira, o governo americano divulgou que o nível de gastos do consumidor local teve um decréscimo de 0,2% em junho, já descontada a inflação do período.
Economistas do setor financeiro contavam com uma redução de no máximo 0,1%. Já o nível de renda teve uma retração de 2,6%.

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