Bovespa fecha em baixa de 3% e ações da Vale puxam queda

Somente as ações da Companhia Vale do Rio Doce movimentaram perto de R$ 2 bilhões no pregão de ontem. Os ativos da gigante brasileira do ferro vinham de uma sequência acumulada de variações. Somente em setembro, esses papéis haviam valorizado 28%, sendo que, nos nove meses, dobraram de preço.

Como a ação mais operada do mercado, era um alvo preferencial num dia de realização de lucros (venda de papéis muito valorizados no curto prazo).

A ação preferencial, que movimentou R$ 1,48 bilhão, despencou 7,7%, sendo cotada a R$ 50,50. A ação ordinária, com giro de R$ 389 milhões, desvalorizou 7,5%, a R$ 60,10.

O Ibovespa, principal indicador da Bovespa, recuou 3,09%, aos 60.098 pontos, com um alto volume financeiro: R$ 8,33 bilhões. A taxa de risco-país marca 169 pontos, com retração de 0,58% sobre a pontuação final de quarta-feira.
“Essa queda foi concentrada em uns poucos papéis, como Petrobras e Vale do Rio Doce. No caso da Vale, o banco JP Morgan rebaixou a recomendação para as ações da Vale, de ‘Buy’ (Compre) para ‘Hold’ [mantenha], dizendo que, apesar da perspectiva de reajuste do minério de ferro, as ações já subiram muito”, afirma Igor Ribeiro, profissional da Tática Asset Management.

A Bradespar, empresa de ativos não-financeiros do Bra-desco, que também foi um ativos mais valorizados em setembro (26,14%). A ação sofreu perdas de 8,22% na jornada de ontem.

O preço do petróleo fechou abaixo dos US$ 80, após a divulgação de uma alta nas reservas de petróleo, segundo o relatório semanal de estoques do Departamento de Energia.

O barril do petróleo cru para entrega em novembro, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, fechou o dia cotado a US$ 79,97, baixa de 0,1%.
De acordo com o relatório, o estoque de petróleo cresceu em 1,2 milhão de barris na semana encerrada no dia 28 de setembro.

O resultado surpreendeu os analistas do setor, que à primeira vista previam uma queda de 400 mil barris.
Já as reservas de gasolina caíram em 100 mil barris, contra uma expectativa de crescimento de 400 mil barris.

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