Bovespa fecha em baixa de 0,93%, em dia de poucos negócios

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) estreou o mês de setembro com um dia de perdas e com volume financeiro bastante baixo, com a ausência das Bolsas americanas, o que deixou os investidores sem sua principal referência externa.
O Ibovespa, principal termômetro dos negócios, desvalorizou 0,93% e alcançou os 55.162 pontos.
O giro financeiro foi de R$ 2 bilhões, menos da metade do volume financeiro regular (média de R$ 4,8 bilhões/dia no mês de agosto e de R$ 5,96 bilhões/dia nos oito meses).
“Já estava previsto (o giro abaixo da média). O volume já estava baixo nos últimos dias, o que piorou hoje, sem Nova York”, comenta Waldney Trindade Nery, analista da corretora capixaba Uniletra. Ele avalia que o cenário para a Bolsa não deve melhorar no curto prazo, enquanto não forem equacionados os problemas da economia global, como a alta da inflação e a desaceleração do crescimento no continente europeu.
A Bolsa brasileira também se ressente da ausência do investidor estrangeiro, responsável por um terço dos negócios: nos últimos três meses, o saldo dos investimentos estrangeiros foi negativo (vendas de ações maiores que compras).
“O investidor local continua comprando ações, mas de forma muito moderada. O que acontece agora é que não está havendo saídas (da Bolsa) como acontecia nos períodos de baixa anteriormente. Por outro lado, o investidor estrangeiro fica tentando desestabilizar mais um pouco, para entrar ainda melhor (comprar ações ainda mais baratas)”, acrescenta o profissional da Uniletra.
As ações do setor de mineração, petróleo e bancos derrubaram as principais Bolsas européias. Em Londres, a Bolsa local fechou em baixa de 0,60%, enquanto em Frankfurt, o mercado local teve leve baixa de 0,01%. Em Paris, o índice Cac sofreu queda de 0,23%. No Brasil, os papéis de empresas ligadas às commodities também sofreram desvalorização e afetaram a Bolsa. A ação preferencial da Vale do Rio Doce (mineração), o papel mais movimentado do pregão hoje, teve baixa de 1,31%; a ação da Petrobras, o segundo em volume financeiro, amargou queda de 1,97%. No setor siderúrgico, o preço da ação da Usiminas cedeu 0,52%.

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