17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Bovespa fecha em alta de 4,72%

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Puxada por Petrobras e Banco do Brasil e cenário eleitoral, Ibovespa avançou 4,72%

A bolsa de valores reagiu positivamente nesta segunda-feira (6) ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial, que mostrou arrancada final do candidato de oposição Aécio Neves (PSDB). O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, fechou em forte alta, puxado pela disparada das ações da Petrobras e do Banco do Brasil.
Mais do que a presença do tucano no segundo turno, agentes destacavam que a votação obtida neste domingo pelo candidato o aproximou da primeira colocada, a presidente Dilma Rousseff (PT). O Ibovespa avançou 4,72%, aos 57.115 pontos. Na máxima do dia, chegou a subir quase 8%.
No final do pregão, as ações preferenciais da Petrobras subiam mais de 11%, a R$ 20,38, depois de terem chegado a subir quase 17% no início dos negócios. A alta também foi puxada pelo Banco do Brasil que subia quase 12%, a R$ 29,10.
A euforia também tem reflexos sobre a cotação do dólar, que fechou em baixa acentuada nesta segunda-feira.
“O primeiro movimento certamente vai ser de euforia, bastante acentuada porque muita gente havia montado posições baseando-se em vantagem maior da Dilma”, afirmou o sócio-gestor da Queluz Asset Management, Luiz Monteiro, que vê cenário de mais volatilidade. “Mas depois o mercado vai começar a avaliar as probabilidades do segundo turno e devemos ver correção”, afirmou à agência Reuters, antes da abertura do pregão.
“O ano de 2015 vai ser um ano de ajustes duro, ganhe quem ganhar. O mercado se anima com o potencial de uma vitória do Aécio pois traz a expectativa de mudanças no manejo da economia -menos intervenção, mais controle fiscal”, disse à agência Will Lander, gestor sênior de fundos de investimentos da BlackRock, em Nova York.

Dólar
O dólar operou em baixa nesta segunda-feira (6) ante o real, após o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, garantir uma vaga no segundo turno das eleições, aproximando-se da atual presidente Dilma Rousseff (PT).
O dólar fechou cotado a R$ 2,4266, com queda de 1,43% nesta segunda-feira (6). É a menor cotação desde o dia 24 de setembro, quando a moeda norte-americana fechou em R$ 2,3835 na venda.
Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade às intervenções diárias no mercado de câmbio, com oferta de 4 mil swaps com vencimentos em 1º de junho e 1º de setembro de 2015. O BC também fez nesta sessão mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em 3 de novembro, que equivalem a US$ 8,84 bilhões, com oferta de até 8 mil contratos. Até agora, a autoridade monetária já rolou cerca de 13% do lote total.
O cenário eleitoral também influenciou a Bovespa, que fechou em forte alta de 4,72%.

Volatilidade continua
O resultado do primeiro turno das eleições deve fazer os mercados reagirem de maneira positiva no curto prazo, segundo analistas ouvidos pela agência Reuters. No entanto, não significa que a recente volatilidade nas praças financeiras acabou. Ao contrário, ela vai ditar o tom dos mercados pelo menos nas próximas três semanas, até o segundo turno das eleições.
“O primeiro movimento certamente vai ser de euforia, bastante acentuada porque muita gente havia montado posições baseando-se em vantagem maior da Dilma”, afirmou o sócio-gestor da Queluz Asset Management, Luiz Monteiro, que vê cenário de mais volatilidade. “Mas depois o mercado vai começar a avaliar as probabilidades do segundo turno e devemos ver correção”, acrescentou.
Nas últimas semanas, os mercados financeiros reagiram negativamente ao fortalecimento de Dilma nas pesquisas de intenção de voto que, ao mesmo tempo, indicavam perda de fôlego da candidata Marina Silva (PSB). Só em setembro, o dólar teve valorização de 9,33% e, na semana passada, ultrapassou a barreira de R$ 2,50.
Dilma tem sido fortemente criticada pelo mercado financeiro pela condução da atual política econômica, sobretudo pela falta de transparência na administração das contas públicas.
Aécio sempre foi o preferido pelos mercados, já que o PSDB tem historicamente uma posição mais ortodoxa nas questões econômicas. Além disso, o candidato tucano já anunciou que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga será seu ministro da Fazenda, caso seja eleito no próximo dia 26.
Apesar da possibilidade de enfraquecimento do dólar nos próximos dias, este seria um comportamento de curto prazo. “Pelos fundamentos, nós deveríamos ter um dólar mais forte. O patamar de R$ 2,50 é mais realista que o patamar de R$ 2,20 ou R$ 2,30”, disse o economista-chefe do Banco J. Safra, Carlos Kawall, que foi secretário do Tesouro Nacional no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Isso porque, acrescentou, há dados melhores da economia norte-americana e ainda fracos em outros lugares. A expectativa é de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, suba os juros em meados do próximo ano.

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