Bovespa fecha em alta de 3,10% e bate 40º recorde

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) bateu seu 40º recorde neste ano, sustentada por um giro bilionário de negócios e pela busca dos investidores pelas ações de maior destaque no mercado brasileiro: Petrobras e Vale do Rio Doce.

A ação própria da Bolsa, que­ estreou na sexta-feira disparou mais de 40%, num reflexo da expectativas dos investido-res estrangeiros no mercado aci­onário brasileiro. “É uma forte prova de confiança dos estrangeiros no crescimento das­ receitas futuras da Bolsa, e­ trouxe otimismo para o restante do mercado brasileiro”, afirma Max Bueno, analista da corretora Spinelli.

Os R$ 4 bilhões negociados em ações próprias da Bovespa também ajudaram a derrubar a taxa de câmbio. Apesar da intervenção do Banco Central, o preço da moeda americana caiu para R$ 1,76, o menor valor em sete anos. Analistas já falam que, nos próximos dias, a taxa pode chegar a R$ 1,75.

“Não há comprador de dólar no mercado, só o BC. Contra fluxo de recursos, não há argumento e ninguém quer perder dinheiro apostando numa posi-ção que vai contra o restante do mercado”, afirma Ideaki Iha, analista da Fair Corretora.

A euforia pode ser medida pelo Ibovespa, o índice que reflete as ações mais negociadas, e portanto a maior parcela dos negócios na Bolsa. Esse índice teve um salto de 3,10% e chegou à casa dos 64.275 pontos, uma marca histórica. Também representa o 40º recorde batido pela Bolsa somente neste ano.

Analistas explicam o desempenho da Bolsa brasileira por dois fatores principais: um deles é que o desempenho global das Bolsas de Valores –os pregões europeus e americanos também subiram com força. O lucro da gigante de informática Microsoft deu a senha para os investidores irem às compras.

No Brasil, foram as ações “es­­­­­trelas” da Bolsa que puxa-ram­­­­­­­ os ganhos do dia.

Juntas, as ações preferenciais da Petrobras e da Companhia Vale do Rio Doce movimentam mais de R$ 1,3 bilhões, dos R$ 10 bilhões negociados. A ação da estatal petrolífera foi favorecida pela disparada dos preços do petróleo, que chegou ao pico histórico de US$ 92 o barril na praça de Nova York (a referência global). Já a Vale, cuja ação já dobrou de preço, é favorecida pelas expectativas de que os lucros cresçam mais.

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