Bovespa emenda 5° dia de alta e fecha com ganho de de 7,47%

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) ganhou 27,22% nos últimos três dias, anulando as perdas acumuladas desde a semana passada

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) ganhou 27,22% nos últimos três dias, anulando as perdas acumuladas desde a semana passada. O mercado financeiro já acumula sete semanas de extrema volatilidade, com poucos indícios de que o pregão vai voltar a ter dias mais regulares no curto prazo. Ontem, o mercado reagiu bem à divulgação do PIB americano, que encolheu menos do que o temido por muitos economistas de bancos e corretoras.
A Bolsa abriu com forte alta e se manteve nesse ritmo por toda a jornada: o índice Ibovespa subiu 7,47% no fechamento e alcançou os 37.448 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,25 bilhões. As ações líderes da Bolsa, Vale e Petrobras, valorizaram 6,77% e 7,23%, respectivamente. Os dois papéis respondem por mais de 30% do volume total dos negócios.
Para Mário Paiva, analista da corretora Liquidez, há indícios de que a volatilidade do mercado financeiro começa a diminuir. “Gradualmente, o mercado vai ter que se adaptar a essa nova realidade, uma realidade de acesso mais restrito à crédito, uma realidade de atividade econômica menor”, avalia. O que não significa, salienta, que a crise está no “início do fim”. “Eu tenho 25 anos de mercado e nunca vi uma crise dessas antes. Quem disser que sabe quando vai acabar provavelmente está mentindo”, diz ele. “Olhando para a economia real, percebemos que o momento é de turbulência e a irracionalidade tem falado mais alto. Os fundamentos brasileiros, no entanto, continuam sólidos o bastante para que o mercado doméstico saia fortalecido dessa crise em comparação ao resto do mundo”, avaliou Fernando Goés, analista da Wintrade, o “home broker” da Alpes Corretora, em comentário sobre o mercado financeiro.

Mercados europeus

As Bolsas européias fecharam com altas moderadas ontem em relação à sessão anterior. Os mercados começaram o dia motivados pelo corte da taxa de juros dos Estados Unidos anunciado ontem pelo FED (Federal Reserve, o BC americano), mas reduziram o ímpeto no transcorrer das negociações.
O índice DAX-30 de Frankfurt registrou uma alta mais expressiva entre as principais Bolsas européias, de 1,26%, a 4.869,30 pontos -mas chegou a valorizar 4,87%. Londres também reagiu bem e o índice FTSE-100 fechou em alta de 1,16%, para 4.291,6 pontos -ao longo da sessão atingiu ganhos de 2,6%.
O principal índice da Bolsa de Paris, o CAC-40, fechou em leve alta ontem, 0,15%, a 3.407,82 pontos. O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, fechou hoje em alta de 2%, para 8.822,90 pontos.
Os investidores receberam com otimismo a decisão do FED de reduzir sua taxa de juros para 1% ao ano. Com juros menores, o custo de empréstimos pode também ficar menor e o crédito poderia ir aos poucos voltando ao normal. Os resultados da Alcatel-Lucent e da Unilever também animaram os negócios, que esfriaram um pouco no transcorrer da sessão.
Na quinta-feira, o Departamento do Comércio dos EUA informou que o PIB dos Estados Unidos encolheu 0,3% no terceiro trimestre. Trata-se da primeira retração no nível de atividade econômica do país desde a queda de 0,2% no quarto trimestre de 2007, e o pior resultado desde a baixa de 1,4% verificada no terceiro trimestre de 2001, quando os Estados Unidos sofreram uma aguda crise.

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