15 de abril de 2021

Bons augúrios… Que venha 2021!

Tempo de renovar as expectativas para o ano vindouro; de olhar para trás, fazer um balanço e perceber o que pode vir a ser diferente ou talvez aperfeiçoado. Tempo de chorar as perdas; tempo de recordar, mas, acima de tudo, de volver os olhos para o céu, fazer uma prece e crer que teremos dias mais promissores e menos agruras pela frente.

FÉ X ESPERANÇA

Há algumas nuances que diferenciam esses dois substantivos do gênero feminino, citarei aqui algumas delas. Os dicionários definem que “fé” é acreditar sem evidências. Tal definição não envolve o contexto religioso. Em contrapartida, no tocante à religião, “fé” é a confiança plena absoluta na busca de um objetivo, seja ele presente ou futuro. A “esperança” seria uma expectativa otimista de algo que ainda está por vir. No entanto, “fé” e “esperança” só se concretizam com uma ação, necessitam desse impulso para tornarem-se reais.

VIVA! X SALVE!

Nessa época festiva de Natal e Ano Novo algumas interjeições são bastante usadas, tais como VIVA! e SALVE! Mas o que são interjeições? Segundo consta no Dicionário Aurélio Eletrônico: “interjeição. s. f. 1. E. Ling. Palavra ou locução com que exprime um sentimento de dor, de alegria, de admiração, de aplausos, de irritação etc”. Mas aqui, além da definição, busca-se alertar que toda interjeição é invariável, isto é, permanecerá na terceira pessoa do singular, independentemente do sujeito da oração. Seguem alguns exemplos. 1. “Vivam, meus queridos amigos, que estiveram comigo durante o ano que passou.” (errado). Observem que, mesmo que façamos um esforço para entender esse “vivam” como sendo do verbo “viver”, a semântica (significado) estaria comprometida. 2. “Salvem todos aqui presentes!” (errado). Retificando: 1. “Viva, meus queridos amigos que estiveram comigo durante o ano que passou.” (certo). 2. “Salve, todos os aqui presentes!” (certo).

CHAMPANHE X CHAMPAGNE X CHAMPANHA

Champanhe e Champagne estão corretos, sendo que o primeiro é em português e o outro, em francês. Percebam que ambos são substantivos do gênero masculino. Repiso com a seguinte lógica linguística: se existe pelo menos uma palavra no nosso idioma para nomear esse vinho, típico da região francesa de Champagne, não há por que optar pela versão gringa. Nem a propósito, há ainda outra opção em português, qual seja: “a champanha”, substantivo do gênero feminino. Leiam-se, duas versões brasileirinhas: “o champanhe” e “a champanha”. Importante: se o vinho não for dessa região específica da França receberá o nome de espumante. Fica a dica.

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