Bolsonaro entrega 500 casas do Residencial Manauara II

Acompanhado de políticos, aliados e simpatizantes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) inaugurou, ontem, em Manaus o Conjunto Residencial Cidadão Manauara 2, no bairro Santa Etelvina, na zona norte da capital.

São mais 500 novos apartamentos construídos com recursos federais que vão beneficiar famílias de baixa renda, de alta vulnerabilidade social na cidade.

A vinda de Bolsonaro ao Amazonas, a terceira só neste ano, serviu para testar a sua popularidade a praticamente um ano das próximas eleições majoritárias, quando serão eleitos o novo presidente, deputados estaduais e senadores, segundo avaliam analistas políticos e cientistas sociais.

Seguido de perto por um séquito de apoiadores na cidade, Bolsonaro cumprimentou a população já em tom de campanha – uma resposta aos ataques, sem trégua, da CPI da Pandemia, endereçada principalmente ao senador Omar Aziz (PSD-AM), demonstrando que “faz mais pelo Amazonas que o parlamentar amazonense”.

Bolsonaro trouxe em sua comitiva os pastores Marco Feliciano e Silas Malafaia, além do ministro do Turismo, Gilson Machado, e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, atual secretário especial de Estudos Estratégicos da Presidência da República.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), acompanharam  o presidente  durante a entrega das novas moradias na cidade. Uma multidão gritava ovacionando o nome de Bolsonaro ao longo do trajeto até onde seriam entregues as novas unidades habitacionais.

“Realmente, o que a gente vê no semblante dessas pessoas é simplesmente indescritível. A alegria de receber um imóvel realmente não tem preço. O nosso governo federal assumiu o compromisso, desde o primeiro momento, de terminar obras que estavam paradas e impulsionar aquelas que estavam sendo tocadas lentamente”, ressaltou o presidente ao entregar, simbolicamente, as chaves a três famílias contempladas pelas novas unidades.

“Obra parada é prejuízo, obra concluída é receita para município, para o Estado e para União, e é paz para essa pessoa”, acrescentou Bolsonaro. O valor repassado pelo governo federal para a construção do residencial é da ordem de R$ 41 milhões. O conjunto é dividido em três etapas – as duas primeiras foram entregues em 2016 e 2020.

O prefeito David Almeida falou sobre o alcance social do novo empreendimento. “Essa obra traz dignidade às pessoas, quando você consegue, como cidadão que mora em situação adversa, a possibilidade de uma moradia de qualidade como essa, com financiamento da Caixa Econômica Federal, você traz a essa família a dignidade esquecida durante décadas”, ressaltou.

O governador Wilson Lima disse que a obra contempla expectativas de uma população que sonhava com a compra da casa própria há anos.

“O governo federal dá mais um passo importante na entrega que é feita de casas populares, que realiza o sonho de brasileiros e de pessoas que esperam por esse momento tão importante, que é a realização do sonho de ocupar a sua casa, de ter uma perspectiva de possibilidade de um futuro melhor”, ressaltou o governador ao discursar durante a solenidade.

Combustíveis/inflação

Em nenhum momento, o presidente esteve com máscara durante o evento em Manaus. Já em tom de campanha, Bolsonaro repetiu o bordão da corrida eleitoral usado em 2018, reafirmando que não há corrupção em seu governo.

Ele reconheceu que, hoje, a inflação está batendo na porta do brasileiro, puxada principalmente pelo aumento do gás de cozinha e dos combustíveis. “É um absurdo os preços ficarem tão altos assim, consecutivamente. A população tem direito de reclamar”, admitiu.

Segundo Jair Bolsonaro, parte dos governos estaduais e municipais é culpada pela alta inflacionária que assola hoje o País.  E são ainda responsáveis pela crise financeira que atinge muitas famílias, uma consequência do toque de recolher adotado por governantes, prejudicando as atividades econômicas.

“Os momentos são difíceis, mas com fé, com determinação e com garra, nós superaremos esses momentos”, disse o presidente para em seguida culpar governadores pela “miséria do povo” ao decretar lockdown durante a pandemia.

Em seu pronunciamento, Bolsonaro insistiu em culpar pela crise econômica os que não seguiram suas orientações. “Lá atrás, grande parte dos governadores, das nossas mídias, disseram que deveríamos respeitar aquela máxima ‘fique em casa que a economia a gente vê depois’, obrigando vocês a ficar em casa, toque de recolher, lockdown e confinamento. Essas pessoas jogaram na miséria em torno de 40 milhões de pessoas no Brasil”, afirmou o presidente.

Em Manaus, Bolsonaro também se referiu à crise entre o seu governo e o STF (Supremo Tribunal Federal), tendo como protagonistas os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.  

“Apesar de o Supremo ter um ou outro que atrapalham meu governo, a Corte irá, aos poucos, mudando com as minhas indicações”, disse.

E acrescentou: “Sabia que a missão seria difícil, sabia das dificuldades, sabia que quase tudo que nós fazemos passa pelo Parlamento brasileiro. Temos tido um bom retorno do Parlamento. Sabíamos que o outro Poder ao lado, o Supremo Tribunal Federal, uma ou outra pessoa iria nos atrapalhar. Mas acreditamos que este Supremo, assim como o Parlamento, assim como o Executivo, aos poucos vai mudando”, disse Bolsonaro.

Foto/Destaque: Ruan Souza / Semcom

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