Bolsas voltam a cair, com UBS e crise de crédito

As bolsas européias fecharam em baixa ontem, depois da sólida recuperação vista ontem. A persistência das preocupações entre os investidores quanto à extensão da crise causada pelos problemas no mercado de crédito imobiliário nos EUA e a perspectiva pouco favorável do banco suíço UBS para o segundo semestre afetaram os negócios.
A Bolsa de Londres fechou em queda de 1,21%, com 6.143,50 pontos; a Bolsa de Paris teve baixa de 1,63%, fechando com 5.478,66 pontos; a Bolsa de Frankfurt caiu 0,66% e fechou com 7.425,07 pontos; e a Bolsa de Milão encerrou o dia em baixa de 0,64%, ficando com 30.597 pontos.
Apesar da nova liberação de US$ 34 bilhões feita hoje pelo BCE (Banco Central Europeu), os investidores continuam cautelosos. A medida de do BCE foi mais uma para evitar uma eventual crise de liquidez nos bancos da zona do euro, caso a crise no mercado de créditos de risco dos EUA ganhe mais força e provoque uma corrida aos bancos para retirada de dinheiro.
Ontem, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse, no entanto, que as condições do mercado monetário da zona do euro estão voltando à normalidade, após as intervenções feitas pelo banco central no sistema bancário da região.
Também afetou a confiança dos investidores o anúncio do UBS de que provavelmente terá uma queda em seus resultados no segundo semestre, em relação ao mesmo período de 2006.

Queda dos investimentos

“Se as turbulências dos mercados forem mantidas durante o trimestre atual, poderão provocar uma queda dos investimentos, apesar de serem compensadas com as receitas previstas das atividades de gestão de fortuna e de ativos”, segundo o UBS.
“Administramos a liquidez necessária para um funcionamento normal do mercado monetário”, disse Trichet. “Estamos vendo agora que as condições do mercado monetário estão retornando progressivamente à normalidade”.
Entre quinta-feira, quando o banco francês BNP Paribas congelou os resgates em três fundos, alegando incertezas sobre a exposição desses fundos a papéis ligados ao mercado de hipotecas “subprime” (de maior risco) nos EUA, e hoje, o BCE já injetou mais de 228 bilhões de euros (US$ 309 bilhões) para garantir a liquidez do sistema bancário.

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