Bolsas fecham em queda acentuada com tensão dos crédito nos EUA

As bolsas européias encerraram o dia com quedas acentuadas, afetadas pelas más notícias nos EUA sobre o mercado imobiliário, em meio a um cenário de crise causada pelos créditos de risco.
A Bolsa de Londres fechou em queda de 4,1%, com 5.858,90 pontos; a Bolsa de Paris teve baixa de 3,26%, fechando com 5.265,47 pontos; e a Bolsa de Milão encerrou o dia em baixa de 3,45%, ficando com 29.542 pontos; a Bolsa de Frankfurt perdeu 2,36% e fechou com 7.270,07 pontos; a Bolsa de Amsterdã fechou em baixa de 3,75%, com 487,06 pontos; e a Bolsa de Madri fechou em queda de 3,66% no índice Madrid General, com 1.539,40 pontos.
Em Portugal, a Bolsa teve a maior queda desde outubro de 1998: os 20 títulos que integram o principal índice da Euronext Lisboa fecharam o dia com perda de 4,53%, recuando para 12.154,50 pontos, segundo a agência de notícias Lusa.

Temor ampliado

Nos Estados Unidos, o anúncio de que a financiadora imobiliária Countrywide Financial – maior empresa do setor de hipotecas dos EUA – fez um empréstimo de US$ 11,5 bilhões para enfrentar um problema de liquidez ampliou os temores dos investidores quanto à crise no mercado de crédito no país.
A corretora Merrill Lynch reduziu ontem a classificação dos papéis da Countrywide de “compra” para “venda” e informou que não descarta a possibilidade de que a empresa venha a pedir concordata.
O mercado imobiliário americano, em meio à onda de pessimismo no mercado, foi responsável por mais uma má notícias na quinta-feira: a construção de casas nos Estados Unidos teve queda de 6,1% em julho, atingindo uma taxa anualizada de 1,38 milhão de unidades – 20,9% abaixo do registrado um ano antes e o ritmo mais lento desde janeiro de 1997.
Os papéis do setor financeiro foram os que mais caíram em Londres hoje; os destaques de baixa foram os da gestora de fundos Invesco (-6,5%); os da gestora de fundos “hedge” (investimentos em ativos financeiros muito diversificados para grandes investidores, particulares e institucionais, como fundos de pensão) Man Group (-8,3%); e os do banco de hipotecas Northern Rock (-4,2%).

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