Bolsas fecham em alta por influência da China

As principais bolsas europeias fecharam em alta forte, em reação aos índices de atividade industrial dos gerentes de compras da China e dos EUA, que alimentaram as esperanças de uma recuperação mais forte na economia global. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 6,88 pontos (2,74%) e fechou em 258,19 pontos.
Durante a madrugada, dados positivos da China e da Austrália já haviam melhorado o sentimento dos mercados. Na China, o índice de atividade industrial da Federação de Logística e Compras da China (CFLP, dos gerentes de compras) subiu para 51,7 em agosto, de 51,2 em julho.
O PIB da Austrália cresceu 1,2% no segundo trimestre. Na Europa, os mercados de ações aceleraram sua alta depois de o Instituto para Gestão de Oferta dos EUA (ISM, dos gerentes de compras) informar que o índice de atividade industrial subiu para 56,3 em agosto, de 55,5 em julho.
“Esse dado sugere que pode não haver uma diferença tão grande entre a recuperação nos EUA e no restante do mundo, como se pensava anteriormente”, disse Kathly Lien, diretora de pesquisa de câmbio da GFT.
Para o estrategista Edmund Shing, da Barclays Capital, os dados sobre o setor industrial da China foram um fator essencial para as Bolsas europeias hoje. “Isso deu aos investidores a crença de que a desaceleração na China não é um problema que está se formando, mas uma reavaliação das projeções de crescimento”, comentou o Shing em e-mail enviado a clientes. “No geral, os investidores concordam que os preços das ações europeias estão pressionados, mas eles continuam a procurar por um fator claro que impulsione a confiança nas projeções corporativas para 2011”, acrescentou.
Os dados positivos divulgados em outras regiões levaram os investidores a ignorar indicadores menos encorajadores vindos da própria Europa. As vendas no varejo na Alemanha caíram 0,3% em julho e o índice de atividade industrial dos gerentes de compras da zona do euro recuou para 55,1 em agosto, de 56,7 em julho. “Embora aponte para um crescimento bom no setor manufatureiro, o índice dos gerentes de compras de agosto reforça as suspeitas de que as indústrias da zona do euro terão mais dificuldade para manter o ótimo desempenho”, disse Howard Archer, economista chefe para Reino Unido e Europa da IHS Global Insight.

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