Bolsas caem com PIB mais fraco dos Estados Unidos

As Bolsas europeias fecharam em baixa na terça-feira, seguindo o mau humor dos investidores americanos após a divulgação de um crescimento menos robusto no terceiro trimestre.
A Bolsa de Londres caiu 0,59%, indo para 5.323,96 pontos no índice FTSE 100; a Bolsa de Frankfurt perdeu 0,55% no índice DAX, para 5.769,31 pontos; a Bolsa de Zurique teve baixa de 0,20%, indo para 6.397,53 pontos no índice Swiss Market.
A Bolsa de Amsterdã fechou com perda de 0,37%, com 315,86 pontos no índice AEX General; e a Bolsa de Madri registrou queda de 0,32%, com 1.243,36 pontos no índice Madrid General.
A divulgação da segunda estimativa do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos no terceiro trimestre afetou os investidores: o país cresceu 2,8% anuais no período, abaixo dos 3,5% vistos na estimativa inicial. Embora indique crescimento, o dado foi recebido como sinal de que a recuperação da economia americana será mais lenta que o previsto.
A expectativa dos analistas, segundo a Thomson Reuters era de um crescimento de 2,9% no trimestre passado.
As ações do setor bancário estiveram entre as que mais caíram ontem, após a publicação de um relatório da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, que discutiu as posições das reservas de capital. As ações do banco suíço UBS caíram 1,9% e as do Allied Irish Banks caíram 3,7%.
As ações das mineradoras recuaram um pouco em relação aos ganhos registrados na sessão de ontem.
Os papéis da Vedanta Resources caíram 2,6%. Entre as ações que fecharam em alta estiveram as da rede varejista francesa Carrefour, que subiram 3,1%, após uma revisão para cima da recomendação do JPMorgan.

PIB do 3° trimestre

A economia dos Estados Unidos registrou um crescimento de 2,8% em ritmo anual no terceiro trimestre deste ano. O dado é inferior à leitura inicial, de crescimento de 3,5%, divulgada no fim de outubro. A revisão foi anunciada ontem pelo Departamento do Comércio.
O resultado encerrou uma série de quatro trimestres de queda, iniciada no terceiro trimestre do ano passado -quando a contração foi de 2,7%. Trata-se ainda do melhor resultado desde o terceiro trimestre de 2007, quando o crescimento foi de 3,6%.
O crescimento do PIB reflete principalmente as contribuições positivas dos gastos com consumo, exportações, investimentos privados, gastos do governo federal e investimentos fixos no segmento residencial do mercado imobiliário. A estimativa divulgada é baseada em dados mais completos que os disponíveis quando da divulgação anterior. O dado confirma o fim da recessão técnica em que o país se encontrava -nesse critério, uma recessão de caracteriza por uma sequência de ao menos dois trimestres consecutivos de retração. Mesmo assim, o indicador revisado mostra que a força da recuperação é menor que a inicialmente observada.
Ontem a Nabe (Associação Nacional de Economistas Empresariais) divulgou uma pesquisa na qual prevê que o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano crescerá 2,9% em 2010, acima da estimativa de outubro de 2,6%.

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