Bolsas caem, com espera por indicadores econômicos

A Bolsa de Valores de Nova York fechou em baixa de 0,44%, com 13.759,06 pontos no índice DJIA (Dow Jones Industrial Average), enquanto o S&P 500 ficou com 1.517,74 pontos -em baixa de 0,52%. A Bolsa Nasdaq fechou em queda de 0,12%, com 2.667,95 pontos.
Nesta semana devem ser divulgados os indicadores de confiança do consumidor apurados pelo instituto de pesquisa Conference Board e pela Universidade de Michigan. Ainda devem ser anunciados os indicadores de vendas de casas novas e usadas referentes a agosto, além da leitura final do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no segundo trimestre.

Sem divulgações de indicadores econômicos ontem, os investidores se concentraram em notícias sobre empresas e no discurso do presidente do FED de Dallas (uma das 12 divisões regionais do BC americano), Richard Fisher.
Segundo ele, o cenário de inflação mais benéfica e os riscos maiores ao crescimento econômico motivaram na semana passada a decisão do Fed de cortar sua taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual (para 4,75% ao ano). “Temos uma economia que está saudável, enfraquecida em um grau desconhecido por uma correção da especulação excessiva no setor imobiliário e em instrumentos financeiros relacionados”, disse. “No lado dos preços, a economia vem experimentando uma diminuição das tendências inflacionárias”.

O UAW (United Auto Workers, o sindicato dos trabalhadores na indústria automobilística dos EUA) anunciou uma greve dos funcionários da General Motors -a primeira desde 1976. Mesmo assim, as ações da empresa tiveram ligeiro ganho. Também subiram ações da Ford Motor.
As ações da Del tiveram alta ontem. A empresa informou que venderá seus produtos na Gome, a maior vendedora de produtos eletrônicos da China. “Os consumidores chineses estão cada vez mais exigentes para comprar e usar a tecnologia”, afirmou Michael Tatelman, vice-presidente de marketing e vendas da Dell.

Construção e bancos

Os investidores europeus mantiveram a cautela, com os indicadores do setor bancário divulgados ontem, que afetaram as Bolsas na França e na Alemanha. O setor de mineração teve desempenho favorável, mas a ausência de indicadores mais relevantes manteve o nível de negócios moderado.

A Bolsa de Londres fechou em ligeira alta de 0,14%, com 6.465,90 pontos; a Bolsa de Madri fechou em alta de 0,35%, com 1.592,19 pontos; e a Bolsa de Milão subiu 0,23%, para 31.062 pontos. Em baixa fecharam as Bolsas de Paris (-0,14%, com 5.692,49 pontos), de Frankfurt (-0,08%, com 7.787,92 pontos) e de Amsterdã (-0,55%, com 541,63 pontos).

Entre as ações do setor minerador estiveram as da BHP Billiton (+5,7%). Além dessas, outras ações que subiram foram as da Xstrata (+4,6%) e da Rio Tinto (+3,8%).
As ações do setor bancário fecharam em baixa, com destaque para as do Commerzbank (-4,3%) e do Deutsche Bank (-1,8%). As do Deutsche caíram com a especulação de que os lucros do banco possam ser afetados pelo desempenho do setor de crédito. Os do Commerzbank também caíram com os temores quanto ao efeito da crise das hipotecas de risco sobre o banco.
Na França, as ações do Société Générale caíram 1,4% e as do BNP Paribas, 1,4%.

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