16 de abril de 2021

Bolsa Família paga mais de R$ 37 mi no AM

O Bolsa Família transfere, até o final de julho, um montante superior a R$ 37,6 milhões para os beneficiários que vivem no Amazonas

O Bolsa Família transfere, até o final de julho, um montante superior a R$ 37,6 milhões para os beneficiários que vivem no Amazonas. O Estado conta com 290,3 mil famílias atendidas pelo programa do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome).
O efeito do programa na economia do país é apontado por diversos especialistas. Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por exemplo, mostra que cada R$ 1 investido pelo governo federal no programa representa acréscimo de R$ 1,44 ao PIB (Produto Interno Bruto). “A quase totalidade do dinheiro transferido é aplicada no consumo. Essa destinação movimenta a economia local, especialmente em localidades distantes dos centros urbanos”, informa o MDS, em texto distribuído à imprensa. Na análise do órgão federal, os resultados confirmam que o programa federal ajuda também a reduzir a desigualdade social.
Em virtude do atual panorama econômico do país, traduzido pela queda do desemprego e altas no consumo e renda, há quem tema que mais dinheiro na economia possa implicar também em um novo impulso na inflação. Pesquisa também do Ipea, divulgada na quinta-feira, 21, vai ao encontro dessa avaliação. Por sinal, a volatilidade dos preços, diante da pressão da demanda, assim como a instabilidade nos mercados internacionais, motivou o Copom (Comitê de Política Monetária) a elevar novamente os juros nesta quarta-feira, 20.
Contudo, o economista e professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) Sylvio Puga, destaca que, apesar da tendência dessa renda adicional ser direcionada ao consumo, os beneficiados pelo programa federal estão inseridos em estratos sociais de renda muito baixa.
“Estamos falando de um programa de transferência de recursos para a o população de baixa renda. Trata-se de uma faixa de consumo próxima à subsistência. Portanto, esse dinheiro vai ser revertido principalmente em alimentação e não em bens duráveis, como eletroeletrônicos da linha branca”, justificou.
O MDS informa que as famílias com renda mensal por integrante de até R$ 140 tem direito ao benefício, que varia de R$ 32 a R$ 242.
Puga acrescenta ainda que o dispêndio também não fará diferença significativa nas contas públicas, outra tradicional fonte de preocupações para os economistas que se debruçam sobre as fontes de inflação.
A despeito do anunciado corte superior a R$ 50 bilhões no Orçamento da União, decreto assinado em março pela presidente Dilma Rousseff reajustou em até 45% os benefícios pagos pelo Bolsa Família. O reajuste, que entrou em vigor em abril, ampliou em R$ 2,1 bilhões a despesa com o programa, cujo total de dispêndios previstos para este ano subiu de R$ 14,4 bilhões para R$ 16,5 bilhões.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email