Bolsa de Xangai fecha no maior nível desde novembro

As bolsas da Ásia fecharam sem direção única nesta sexta-feira. A alta da inflação da China em março norteou os investidores, mas cada bolsa da região reagiu de forma diferente à possibilidade do aumento das medidas de aperto por parte de Pequim. Não houve negociações na Tailândia por ser feriado.
A Bolsa de Hong Kong fechou estável, com o declínio no setor imobiliário devido ao fator China e à possibilidade de aumento no ciclo da taxa de hipotecas. O índice Hang Seng caiu apenas 5,93 pontos, ou 0,02%, e encerrou aos 24.008,07 – na semana, o índice acumulou perda de 1,6%. SHK Properties cedeu 1,3% e Sino Land perdeu 0,6%. O peso pesado HSBC baixou 0,7%.
Já a Bolsa de Xangai, na China, apresentou elevação, à medida que a forte alta na inflação do país em março já havia sido precificada pelos investidores. O índice Xangai Composto subiu 0,3% e fechou aos 3.050,53 pontos, o maior nível de fechamento desde 11 de novembro de 2010, quando encerrou aos 3.147,74 pontos. Na semana, o índice teve ganho de 1%. Por sua vez, o índice Shenzhen Composto perdeu 0,1% e terminou aos 1.281,50 pontos. Bancos e imobiliárias lideraram os ganhos. Shenzhen Development Bank avançou 3% e ICBC (Banco Industrial e Comercial da China) escalou 1,5%. Poly Real Estate Group adicionou 2,3%, mesmo porcentual de alta de COFCO.
O yuan desvalorizou-se ante o dólar devido a preocupações de que o banco central vá introduzir mais medidas de aperto no fim de semana depois do anúncio que a inflação alcançou o nível mais alto em quase três anos em março. A taxa de paridade central dólar-yuan foi fixada numa mínima recorde, de 6,5301 yuans, ante 6,5339 yuans na quinta-feira. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,5325 yuans, de 6,5315 yuans ontem. A moeda norte-americana foi negociada entre 6,5290 yuans, o menor patamar recorde sob o atual sistema cambial, de 6,5325 yuans.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou em baixa, com perdas importantes em ações de pesos-pesados do setor de tecnologia. O índice Taiwan Weighted caiu 0,96% e fechou aos 8.718,12 pontos. As ações de semicondutores, que representam mais de 30% do índice, caíram acentuadamente em meio às preocupações sobre o crescimento das empresas do setor no segundo e terceiro trimestre, após o terremoto no Japão. TSMC fechou em baixa de 0,9%, enquanto UMC recuou 1,7%. Hon Hai registrou perda de 3,2%
Na Coreia do Sul, o índice Kospi, da Bolsa de Seul, ficou estável e terminou aos 2.140,50 pontos. Novamente os varejistas deram suporte ao índice. Houve realização de lucros nos setores automotivo, petrolífero e de estaleiros. Hyundai Motor caiu 0,2% S-Oil Corp caiu 4,5%. Samsung Heavy Industries baixou 2,4%.
Já a Austrália voltou a fechar em queda, por conta da indecisão em Wall Street e da fraqueza nos mercados europeus e nos preços dos metais. O índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, caiu 0,7% e encerrou aos 4.852,14 pontos. BHP perdeu 1% e Rio Tinto recuou 1,1%.
Nas Filipinas, a Bolsa de Manila fechou em alta, impulsionada pelos ganhos em Wall Street. O índice PSE subiu 0,39% e terminou aos 4.251,64 pontos.
A Bolsa de Cingapura teve baixa em linha com a maioria dos mercados asiáticos depois da divulgação da inflação da China e da Índia, que vieram acima das estimativas dos analistas, revelando que a pressão dos preços continua na região. O índice Straits Times cedeu 0,18% e fechou aos 3.153,30 pontos. O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, subiu 0,7% e fechou aos 3.730,51 pontos, liderado por compras de blue chips na expectativa de fortes resultados no primeiro trimestre. Uma explosão em uma mesquita em Cirebon, maior cidade da província de Java Ocidental, não afetou o mercado, visto que fica afastada da capital.

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