Bolsa aproveita dia positivo nos EUA e fecha em alta de 1,71%

Em um dia surpreendentemente tranqüilo em meio à atual crise econômica nos Estados Unidos, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrou o pregão de ontem em alta.

Em um dia surpreendentemente tranqüilo em meio à atual crise econômica nos Estados Unidos, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrou o pregão de ontem em alta.
Notícias positivas sobre o setor bancário -em especial o resultado trimestral do Wells Fargo, o quinto maior banco americano- e a forte queda do preço do petróleo deixou o mercado americano aquecido, fato que repercutiu aqui.
O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, voltou ao patamar dos 62 mil pontos ao fechar com ganho de 1,71%, aos 62.056 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,75 bilhões, com cerca de 257 mil negócios realizados. O dólar comercial registrou alta de 0,56%, vendido a R$ 1,596.
O mercado local se manteve atrelado durante todo o dia ao desempenho em Wall Street, onde o índice Dow Jones sobe 2,52%, enquanto que o Nasdaq Composite avança 3,12%.
“O dia foi muito tranqüilo, ajudado pelos americanos. Os investidores aproveitaram para voltar ao mercado”, disse Álvaro Bandeira, economista-chefe da corretora Ágora.
O resultado melhor que o esperado do Wells Fargo fez os investidores americanos ficarem menos preocupados com os desdobramentos da crise do crédito “subprime” (de alto risco). O quinto maior banco dos Estados Unidos obteve lucro de US$ 1.75 bilhão no segundo trimestre de 2008 -22% a menos do que no mesmo período do ano passado. Apesar da queda, o balanço foi visto como positivo porque o lucro por ação, de US$ 0.53, ficou acima dos US$ 0.50 esperados pelos analistas.
O preço do petróleo em queda também colaborou para o bom humor. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de petróleo WTI para entrega em agosto recuou 2,98%, para US$ 134.60. A cotação da commodity caiu devido ao aumento das reservas semanais -que subiram em 3 milhões de barris, contra uma expectativa de queda de 3 milhões de barris.
O dado é positivo porque o petróleo é um dos principais motivos para a alta da inflação. No CPI (índice de preços ao consumidor americano) de junho, por exemplo, os preços da energia subiram 6,6%, sendo determinante para que o índice geral subisse 1,1%. Foi o maior avanço mensal desde junho de 1982.
O Ibovespa só não subiu mais hoje porque as “blue chips” (ações mais líquidas) fecharam em queda.
Os papéis da Petrobras, por exemplo, perderam 2,29% (ordinárias) e 2,34% (preferenciais).

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