Boa Vista minimiza alta do calote

Empresa diz que a evolução dos atrasos nos pagamentos não é uma tendência

A alta da inadimplência registrada no primeiro trimestre do ano não aponta uma tendência para os próximos meses, afirma Fernando Cosenza, diretor de Sustentabilidade da empresa de informações financeiras Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).
De acordo com a empresa, houve aumento de 2,4% no número de novos registros de inadimplentes na comparação do primeiro trimestre de 2014 contra o primeiro trimestre de 2013.
A taxa de calotes da empresa é medida pelo número de inclusões de inadimplentes no banco de dados da Boa Vista. No Banco Central, o critério adotado é o atraso no pagamento das dívidas superior a 90 dias.
O aumento, porém, não é preocupante, na opinião de Cosenza.
“Houve um aumento em março, mas ainda é cedo para imaginar que esse aumento seja uma tendência de alta para o ano. Nós esperamos uma inadimplência estável sob controle em 2014, pois as principais variáveis que explicaram a inadimplência continuam presentes, sem terem sido alteradas profundamente”, afirma.
Entre essas variáveis estão a qualidade da concessão de crédito e, do da demanda, os juros mais altos e as condições do mercado de trabalho, mais estáveis. A avaliação é corroborada pelo economista Flávio Calife, que vê influência sobre esse cenário dos juros altos, do mercado de trabalho mais acomodado e da concessão mais rigorosa de crédito pelas instituições financeiras.

Dívidas
O dado de inadimplência consta na pesquisa “Perfil do Inadimplente”, divulgada na manhã de hoje. De acordo com o levantamento, a maior causa do calote é o desemprego, que provocou a incapacidade de pagamento de 33% dos consumidores. A seguir está o descontrole financeiro, com 21%.
Móveis e eletrodomésticos ou eletroeletrônicos são o principal produto causador do endividamento, respondendo por 22% do total. A seguir vêm alimentação (19%) e vestuário e calçados (15%).
Entre as contas em atraso, as dívidas no cartão de crédito e no boleto estão entre as prioridades neste primeiro trimestre, com 32% de intenção cada uma. Segundo a sondagem, 62% dos inadimplentes no primeiro trimestre do ano pretendem pagar suas dívidas em prestações, um leve aumento em relação aos 58% dos três meses anteriores.
Um número maior de consumidores também pretende deixar de fazer compras nos próximos meses: 70%, contra 61% no trimestre anterior.

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