7 de maio de 2021

Boa alimentação ajuda a manter imunidade em alta

Em tempos de pandemia, muito se fala que quem está com a imunidade do organismo em alta, tem menos chances de adquirir bactérias e vírus, entre estes, o temível coronavírus. Entram na lista de inimigos, fungos e até parasitas.

Já nascemos com essa defesa, mas ela vai se ampliando à medida que amadurecemos e atinge a maturidade por volta dos 12 anos de idade, nos acompanhando pelas próximas décadas quando começa a apresentar ‘brechas’, lá por volta dos 50 anos, porém, independente da faixa etária, se soubermos nos cuidar, conseguimos manter a imunidade sempre em alta, de que maneira? Nos alimentando corretamente e evitando o sedentarismo. O Jornal do Commercio ouviu a nutricionista Nadilene Souza, do Centro de Estética Molecular, e ela explicou bem mais sobre a imunidade alta e a perigosa imunidade baixa.

Nadilene Souza é nutricionista, do Centro de Estética Molecular

Jornal do Commercio: O que é a imunidade baixa? 

Nadilene Souza: Usando uma linguagem popular, é quando nosso organismo ‘baixa a guarda’, ou seja, suas defesas ficam vulneráveis aos ataques de agentes infecciosos como vírus e bactérias. Devemos prestar atenção, pois o organismo dá alguns sinais de que seu sistema imunológico não está sendo capaz de combater esses agentes agressores. Os sinais mais comuns são: dor no corpo sem causa aparente, preguiça, fraqueza, doenças recorrentes, sono excessivo e infecções constantes.   

JC: A partir de que momento passamos a ter imunidade baixa? É quando nos alimentamos mal?

NS: Sim. A imunidade baixa é resultado da má alimentação. Surge quando deixamos de ingerir vitaminas e minerais essenciais para o organismo. As vitaminas são facilmente encontradas em frutas e verduras, já os minerais existem em vários outros alimentos como o cálcio (feijão e sardinha), ferro (fígado, gema de ovo), magnésio (leite e derivados), fósforo (frutas secas e carnes), potássio (abacate, banana, mamão, batata), sódio (temperos prontos), zinco (frango e peixes), selênio (castanha e trigo), entre outros.

JC: Quais alimentos não podem faltar no nosso cardápio diário? 

NS: Frutas, verduras e hortaliças devem enriquecer nosso cardápio todos os dias, de preferência orgânicas, sem agrotóxicos. Hoje, nas feiras de produtos regionais que acontecem por toda a cidade durante a semana, podem ser encontrados produtos orgânicos, basta buscar informações sobre quem as produz.

Nadilene: “frutas, verduras e hortaliças devem enriquecer nosso cardápio todos os dias”

JC: E quais alimentos devemos evitar por não ajudarem em nada a nossa saúde? 

NS: Praticamente todos os que são industrializados. As pessoas não costumam dizer que o alimento fresquinho é mais saboroso? Pois os alimentos industrializados ficam estocados meses, e até anos, antes de serem consumidos, sem falar dos processos que sofrem para se manterem aproveitáveis. Então, corte de seu cardápio: embutidos, margarinas, refrigerantes, carnes processadas, soja, gorduras trans e farinhas.

JC: Estar com a imunidade alta realmente ajuda a que não contraiamos o coronavírus? 

NS: É difícil responder a essa pergunta porque ainda não temos estudos que comprovem isso. O coronavírus é um vírus recente do qual pouco se sabe a respeito. O que posso adiantar é que se a imunidade alta combate os invasores de nosso organismo, com certeza, deve ser uma importante aliada contra o coronavírus. 

JC: Quais alimentos, aqui da nossa região, podem compor um cardápio ideal para nos manter saudáveis? 

NS: Temos uma riqueza inestimável à nossa volta e pouco sabemos aproveitar: o que nos dá a floresta e seus rios. Quase tudo o que vem dos rios e da floresta amazônica nos é benéfico: os peixes, e os frutos açaí, araçá-boi, bacaba, bacuri, biribá, buriti, camu-camu, cupuaçu, graviola, pupunha, tucumã, macaxeira. E olha que eu só citei frutos típicos daqui. 

JC: Existe uma regra para quantas refeições devemos fazer por dia, e em quais horários?  

NS: Bem, eu como nutricionista, recomendo cinco refeições diárias: um café da manhã reforçado com pão integral, sucos, café com leite; lanche matutino leve, uma fruta, por exemplo; almoço; lanche da tarde, também leve, um sanduíche com pão integral e suco; e jantar, uma sopa de legumes vai muito bem.

JC: É ruim ficar sem comer durante várias horas? O que acontece com o nosso organismo se tal acontece? 

NS: Ruim não, é péssimo. Quando ficamos muitas horas sem comer, o nosso organismo começa a fazer cetose, ou seja, passa a queimar gordura como combustível para conseguir funcionar, e nem demora para dar um alerta de que as coisas não vão bem. Começamos a ficar irritados, ter uma pequena confusão mental, dor de cabeça, cansaço. Deixo aqui algumas sugestões para aumentar a imunidade do organismo: exposição diária ao Sol por ao menos 15 minutos, para adquirir vitamina D; atividades físicas; consumo de chocolate 70% ou mais, alho cru, brócolis, gengibre (mangarataia), canja de galinha, e probióticos (iogurte natural, kefir, kombucha).

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