Bloqueio do YouTube na China rende críticas severas ao governo

O Centro pela Democracia e Tecnologia (‘Center for Democracy and Technology’), grupo de defesa dos direitos civis, fez críticas severas a um novo bloqueio do YouTube, realizado esta semana, na China.
Desde segunda-feira, 23, o serviço de vídeos do Google tem sido bloqueado gradativamente para os internautas chineses até que todos os usuários ficassem sem acesso, na terça-feira, 24. Este é o segundo bloqueio do YouTube realizado pelo governo chinês em um ano.
“Nós não sabemos a razão do bloqueio e estamos trabalhando para restabelecer o acesso dos usuários da China ao serviço o mais rápido possível”, disse Scott Rubin, porta-voz do YouTube, por e-mail.
Em entrevista ao jornal The Wall Street Journal, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China disse que o governo havia “assumido a administração da rede [do YouTube] de acordo com as leis.”
Brock N. Meeks, diretor de comunicação do Centro pela Democracia e Tecnologia, disse em seu blog, na terça-feira, que a China não havia fornecido qualquer razão pata bloquear o YouTube. “Em vez disso, os governantes chineses estão engajados em sua própria e irreal marca de obscuridade” ele disse.
“Embora Pequim esteja operando na cegueira, o ­resto do mundo está assistindo a este jogo de charadas ­geopolíticas com clareza e alta definição” escreveu Meeks. “O vigésimo aniversário do Massacre na Praça Tiananmen [Praça da Paz Celestial, em junho de 1989] está se aproximando rápido e os chineses não ­estão dando brechas para que qualquer propaganda digital subversiva vaze dentro de seu país.”
Em março de 2008, o governo chinês bloqueou o acesso aos serviços Google News e YouTube em uma aparente tentativa de impedir a divulgação de vídeos sobre os tumultos ocorridos em diversas cidades do Tibete, incluindo a capital Lhasa. (IDG Now)

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