14 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Blecaute amplia prejuízo ao AM

Mesmo sem conseguir fechar uma estimativa de perdas, um dia após o quinto apagão do ano em Manaus, entidades da indústria e do comércio se mostram descontentes com o fornecimento de energia elétrica na capital e dizem que os prejuízos são incalculáveis

Mesmo sem conseguir fechar uma estimativa de perdas, um dia após o quinto apagão do ano em Manaus, entidades da indústria e do comércio se mostram descontentes com o fornecimento de energia elétrica na capital e dizem que os prejuízos são incalculáveis. “Já perdemos a conta dos prejuízos”, lamentam representantes ouvidos pelo Jornal do Commercio.
Ao todo, foram pelo menos 15 horas sem energia elétrica este ano, levando em consideração que cada um dos cinco blecautes representou, no mínimo, três horas de interrupção de energia elétrica, a maior parte durante o dia, de acordo com os registros da Amazonas Energia.
“Só na tarde de terça-feira ( 27) 95% das lojas não funcionaram e as vendas anotaram queda de 7%”, lembra o presidente da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag.
Ele acrescenta que ontem, novas interrupções de energia foram registradas, “mas, como elas ocorreram apenas em alguns bairros, atingindo somente alguns comércios periféricos, não fechamos exatamente os prejuízos. Sabemos que eles foram menores em relação ao dia anterior. Mesmo assim, eles existiram”, ponderou.

Indústria

Para o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, também não é possível calcular as perdas entre horas de trabalho produtividade e faturamento. “Mas, o principal dano é que sem estabilidade no fornecimento de energia elétrica afastamos investimentos de empresas que têm o interesse de se instalar aqui”, lamentou.
“O que podemos dizer é que tanto este último apagão quanto os outros quatro afetaram muito a atividade da indústria, mesmo daquelas que possuem gerador de energia, sem falar dos danos em máquinas e equipamentos”, continuou. O fornecimento de energia elétrica da cidade desagrada tanto empresários do PIM quanto do comércio.
“Sempre estamos reivindicando uma distribuição de energia segura e sempre recebemos o mesmo prazo de cinco a seis meses para solucionar o problema e nada muda”, fazem coro os dois representantes.

Custo

Ao contrário do que acontece nos estabelecimentos comerciais e residenciais, o custo da energia nas fábricas do Distrito Industrial são ainda maiores. “A indústria fecha o que se chama de demanda contratada, ou seja, se ela contratar 100 KW por mês, ela paga por esse fornecimento, usando ou não”, explica o economista e presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Ailson Rezende.
O agravante para o segmento, segundo ele, é que em caso de interrupções como esta, o empresário continua pagando o valor contratado, uma vez que não há ressarcimento.
“Para todos os setores, a energia elétrica segue cara e frágil em sua distribuição. É um descaso”, criticou.

Perdas subjetivas

De acordo com o economista, as perdas se estendem também aos serviços prestados. “Sistemas de órgãos como Sefaz e prefeitura que emitem notas fiscais, por exemplo, foram prejudicados. Todos os estabelecimentos que utilizam máquinas de débito e crédito também, além de hospitais, postos de gasolina etc. As perdas indiretas nunca são computadas e elas são enormes”.
A Amazonas Energia informou, em nota, que o desligamento foi ocasionado por um curto circuito. O desligamento também atingiu os municípios de Presidente Figueiredo, Iranduba e Manacapuru. Uma resposta mais detalhada para os apagões frequentes será dada pela empresa apenas em 30 dias.

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