O mundo hoje é bem diferente de como era há um ano atrás. Os índices de vendas do ano passado já não são mais suficientes para montar as estratégias da Black Friday 2020, que ocorrerá em meio a uma pandemia e à escalada do comércio eletrônico.

Uma pesquisa da empresa de tecnologia global Criteo entrevistou 13 mil consumidores e 14 mil varejistas em todo o mundo para identificar as novas tendências de comportamento do consumidor.

“A Black Friday deste ano será única devido ao período de adaptação pelo qual todos passaram. A pandemia global e o impacto econômico resultante criaram desafios para consumidores e marcas em um mercado imprevisível. A busca por produtos com desconto costuma começar no início de outubro, mas será interessante ver se a situação continua fluida e como as novas preferências por compras online impactarão a reabertura de lojas físicas”, afirma Tiago Cardoso, diretor geral para a América Latina da Criteo.

Comércio eletrônico X lojas físicas

O levantamento mostra que as vendas no varejo online foram 30% maiores nas Américas e 17% maiores em todo o mundo durante as duas semanas de 15 a 28 de junho, em comparação com a média do período de 2 de fevereiro a 14 de fevereiro.

Entre os brasileiros entrevistados, 80% afirmaram que continuarão comprando presentes através do e-commerce. Destes, 67% descobriram uma nova forma de comprar online que pretendem manter. Por outro lado, 27% continuaram comprando em lojas físicas durante o período de isolamento e desejam continuar.

Comprar através de aplicativos é outra tendência. De acordo com a pesquisa, houve um aumento de 3% nas transações em comparação com o período antes das medidas de distanciamento social.

Principais categorias

Os brasileiros estão descobrindo novas lojas, novas formas de comprar e aumentando a diversidade de produtos que adquirem. Entre as novas tendências que emergem estão os produtos fitness e móveis para o home office.

Outras categorias que dominaram o e-commerce em 2020 ilustram as mudanças de hábitos que os brasileiros desenvolveram durante o pico da pandemia de Covid-19.

Cerca de 53% dos entrevistados disseram que estão cozinhando mais em casa; 46% manterão a prática do home office; 39% estão lendo mais livros; e 50% continuarão se exercitando em casa. Esses novos hábitos indicam que as categorias de produtos com as vendas mais altas serão as mesmas que subiram no início deste ano:

  • Itens de cozinha tiveram uma taxa de vendas online 200% maior
  • Dispositivos eletrônicos, como TVs e computadores tiveram alta de venda de 500%, enquanto as vendas de smartphones cresceram 248%
  • O comércio de roupas básicas e específicas para a prática de exercício físico quase quadruplicaram
  • Os itens de decoração para casa aumentaram suas vendas em mais de 140%

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