Tradição americana já há décadas, esperada com ansiedade após a comemoração também bastante significativa para os americanos do Dia de Ação de Graças, o Black Friday movimenta um turbilhão de compradores e faz a festa dos vendedores todos os anos. Já chegaram até a fazer uma associação do termo à venda de escravos lá na terra do Tio Sam, hipótese já desmentida por historiadores.

Os brasileiros resolveram comprar a ideia, não poderia ser diferente e a questão foram os desmembramentos que passaram a se dar aqui pelas terras Tupiniquins. Em primeiro lugar as práticas de muitos comerciantes que se diziam engajados no movimento da Black Friday porém na verdade faziam jogo de cena, com o velho jeitinho brasileiro: aumentavam o preço e supostamente davam o desconte almejado pelos compradores, configurando as primeiras Black Fraudes.

Nos tempos do politicamente correto, resolveram alguns comerciantes de redes importantes, questionarem o fato do uso do termo “Black” carregar uma conotação racista, levando mesmo a uma deserção por parte de suas lojas do movimento. Alguns chegaram a pensar em renomear o movimento taxando-o de Pink Friday. A que ponto os radicais de causas sem causa podem chegar, quando lutam sem mesmo saber o motivo de sua suposta luta.

Quando foi criada nos Estados Unidos da américa, o Black Friday foi uma jogada de Marketing dos comerciantes americanos para aproveitar o feriado de Ação de graças, para desovar os estoques encalhados em suas lojas e recuperar seus faturamentos geralmente insatisfatórios até então. A tentativa deu certo e se tornou uma expectativa para os consumidores, se espalhando por todo o território americano, gerando a cada ano a ansiedade do consumo a preços baixos e levando a ganhos significativos entre os empresários.

Não se questionou o motivo do nome nem mesmo se havia caráter racista, até os movimentos radicais começarem a associar tudo o que se refere a com negra a uma ofensa à raça negra. Neste caso, as questões econômicas e mesmo históricas que envolvem o período, deixaram de ser importantes e perderam mesmo a vez para a discussão sobre o fato de os empresários estarem fazendo corretamente ou não o seu papel.

Pela regra, se uma loja diz estar praticando o Black Friday, TODOS OS PRODUTOS daquele estabelecimento são vendidos com descontos, como acontece lá na América. Aqui no Brasil, o que se vê infelizmente é a propaganda enganosa de empresas anunciando até mesmo a Black Week, quando na verdade estão praticando meras promoções sobre parte de seus produtos. Você vai aquele estabelecimento e o que vê são alguns produtos com bons descontos e outros sem absolutamente nenhum. Esta prática não condiz com a essência do pensamento que levou à criação do movimento que passou a ser chamado de Black Friday, até mesmo porque promoções são coisas completamente diferentes.

Considerando os fatos aqui relatados, onde a essência do movimento é driblada para enganar aos compradores e a ansiedade de buscar bandeira para movimentos antirracistas passa a utilizar o título do movimento para criar polêmica sem se interessar pelo principal, que é o lado econômico, podemos afirmar que temos de verdade, pelo menos no nosso país, uma VERDADEIRA BLACK FRAUDE.

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