Biologia do barbeiro é ainda desconhecida

Apesar de há cem anos ser conhecido como o vetor da doença de Chagas, muito pouco se sabe sobre os aspectos da biologia sexual do barbeiro (triatomíneo). Como os machos e as fêmeas encontram seus parceiros e quais seus mecanismos de busca e dispersão, por exemplo, são pontos desconhecidos.
O estudo do comportamento sexual desses insetos é, segundo o biólogo Marcelo Lorenzo, do Centro de Pesquisas René Rachou, em Minas Gerais, uma das ferramentas mais importantes no controle da transmissão da doença –que atinge cerca de 16 milhões de pessoas em todo o mundo– e pode dar subsídios para o desenvolvimento de métodos alternativos de controle vetorial.
“Não basta descrever o inseto. Como não existe a possibilidade de erradicação da doença, como ocorreu com a varíola e a poliomielite e, por enquanto, é impossível eliminar o vetor –devido ao ciclo silvestre–, tem de haver uma vigilância entomológica permanente. Como o ser humano, o barbeiro tem necessidade de recursos. Primeiro, ele tem que saciar sua necessidade nutricional, depois a sexual, porque precisa perpetuar a espécie”, disse Lorenzo.
No estudo da fisiologia reprodutiva do inseto, Lorenzo e equipe descobriram que as fêmeas de uma espécie de barbeiro abundante no Nordeste brasileiro –o Triatoma brasiliensis– não aceitam copular se não se alimentarem.
“Os machos não precisam se alimentar para copular. Eles tentam copular desde o primeiro dia na fase adulta, e essas tentativas aumentam após dez dias. O tempo não tem o mesmo efeito sobre as fêmeas, para as quais o mais importante é se alimentar de sangue”, explicou.

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