Nos últimos artigos venho colocando em pauta a complexidade da bioeconomia e as inúmeras oportunidades futuras em torno desse tema. Na verdade é necessário considerar iniciativas que hoje são realidades bastantes promissoras, e não na Europa, Estados Unidos, enfim, estou falando de Brasil e especificamente na cidade de Manaus.  

Sabemos que na semana do dia 21 de setembro comemora-se o Dia da Árvore e o mesmo possui o objetivo maior de aprimorar a conscientização a respeito da preservação e conservação desse bem tão valioso. Uma Árvore, seja nativa ou de reflorestamento, é um vegetal de tronco lenhoso cujos ramos só saem a certa altura do solo, de médio a grande porte, com raízes pivotantes ou não, enfim.., que apresenta além de funções sociais, ecológicas, as funções de produção.

Nesse contexto, recentemente, tive acesso a um produto conceito, com expressiva incorporação de princípios de sustentabilidade, associadas ao trabalho com embalagens sustentáveis, por iniciativa da Rymo da Amazônia. O projeto, cuja marca é denominada Resikle, é adquirir embalagens de papéis com certificação do Forest Stewardship Council – FSC. O FSC, ou Conselho de Manejo Florestal, em português, foi criado como o resultado de uma iniciativa para a conservação ambiental e desenvolvimento sustentável das florestas do mundo inteiro, ou seja, para o coletivo de árvores do mundo inteiro, ou à cadeia produtiva de produtos florestais, que cumpra com os princípios e critérios estabelecidos pelo mesmo.

No projeto Resikle, o mesmo já possui para comercialização copos de papel de 180, 300 e 500 ml, com expectativa que nesse ano seja disponibilizado ao mercado local  uma linha completa de embalagens de papel destinadas a alimentos,  papel com proteção de barreira de gordura, com certificação FDA (Food and Drug Administration),  destinados as lanchonetes, restaurantes, cozinhas industriais, entre outros.

Considerando os princípios da iniciativa, colocamos a vertente que quando falamos em bioeconomia, nem sempre essa iniciativa precisa estar associada a florestas nativas, por exemplo, e nem sempre de cunho comunitário, o leque de oportunidades é tão amplo que o segmento empresarial, apostando no conceito, rentabilidade e uma nova dinâmica produtiva, acaba por decidir ampliar seu mix de produtos e disponibilizar para a sociedade em geral.

Logo, como enfatizado no artigo anterior, a compreensão do papel de políticas públicas, são importantes, mas o protagonismo privado nas ações para a bioeconomia na Amazônia são determinantes, e um processo em construção que tendem a ser ampliados, a partir da combinação favorável de produtos, custos, preços, mercados e sustentabilidade.

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