29 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Bimestre tem queda nos emplacamentos

As turbulências nos cenários político e econômico nacionais afetam as vendas de veículos novos e seminovos no Amazonas. De acordo com o Detran-AM (Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas), o ano iniciou com redução no volume de emplacamentos. Em fevereiro o órgão registrou 1,8mil licenciamentos, número que representa uma queda de 62,5% em comparação à média mensal de 2015 que era de 4,8mil emplacamentos. O segmento mais afetado é de veículos novos. Na avaliação dos economistas, a restrição ao crédito seguida da insegurança do consumidor justifica a desaceleração no comércio automotivo.

Conforme o Detran-AM, em janeiro deste ano 2.860 carros foram emplacados. No mesmo período do ano anterior esse número chegou a 4.782. Houve redução de 40% no volume de licenciamentos.
O gerente de vendas da concessionária Via Marconi, representante da marca Fiat, Marcos Rios, afirma que a venda dos automóveis seminovos está em alta. Ele não quis informar números e se restringiu em dizer que espera melhores resultados nas vendas a partir do segundo semestre, com o retorno da maior demanda pelos automóveis novos.

“O usado é comercializado a menores preços em relação ao novo e isso atrai o cliente. Com certeza, o cidadão está aguardando para ver como vai ficar a situação da taxa de financiamento, para logo após efetuar a compra. Os três primeiros meses do ano são de gastos, mas, acreditamos que a partir deste mês o cliente se prepare, o que poderá resultar em um crescimento nas vendas”, informou.

Segundo o gerente, entre os carros novos existentes no pátio da empresa, o modelo que apresenta maior demanda é a Strada que custa em média R$47 mil. Na categoria dos seminovos, o mais requisitado pelos clientes é o tradicional Palio, nos diversos modelos, ao custo médio de R$27mil.

De acordo com o gerente de negócios da empresa Dodó Veículos, José Queiroz, os meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016 apresentaram boas vendas, segundo ele, conforme a média das comercializações obtidas no mesmo período de anos anteriores. Porém, ele afirma que no último mês o índice de vendas decresceu cerca de 10% em relação a janeiro deste ano. A concessionária trabalha apenas com comercialização de veículos seminovos.

Queiroz relata que para conseguir manter a média de vendas, a empresa aposta em promoções e divulgações publicitárias por meio dos meios de comunicação. Para o gerente, o resultado negativo obtido no último mês pode ser atribuído à restrição ao crédito. Ele conta que os bancos apresentam rigidez no ato da avaliação de crédito de um pretenso comprador. “A restrição de crédito atrapalha muito. O banco cria um filtro como estratégia para diminuir o risco da inadimplência. Durante a avaliação, qualquer restrição mínima breca a continuidade do processo. Infelizmente, boa parte dos nossos clientes eram os industriários, mas esse cenário está mudando porque o distrito industrial está demitindo em massa”, comentou. “Esperamos que a partir deste mês a situação normalize”, completou.

Conforme dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), nos dois primeiros meses deste ano o Amazonas registrou venda de 5.599 veículos. Na somatória de janeiro e fevereiro de 2015 foram vendidos 8.848 automóveis. A redução nas vendas foi de 36,7%.

O economista e consultor, Hélio Pereira, considera que no momento em que o país atravessa problemas políticos que atingem diretamente a economia, o cidadão está inseguro para fazer qualquer investimento. “Hoje, comprar um carro novo significa dispor de pelo menos R$40 mil. Os juros altos impossibilitam a compra de um veículo novo por meio de financiamento. Muitos desistem de comprar o novo devido a exigência do seguro, do emplacamento e da manutenção que e mais cara”, avalia.

Para o economista, hoje, a melhor alternativa para quem planeja adquirir um veículo é aderir ao consórcio. “É a saída para quem não dispõe de crédito porque a pessoa pode ofertar um lance ou até mesmo ser sorteado e receber o carro, que será novo”.

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