13 de abril de 2021

BID atinge recorde de aprovações em 2009

O BID alcançou níveis recordes de aprovações e desembolsos de empréstimos em 2009, desempenhando um papel anticíclico ao proporcionar financiamento para os países latino-americanos e caribenhos diante da crise econômica global

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) alcançou níveis recordes de aprovações e desembolsos de empréstimos em 2009, desempenhando um papel anticíclico ao proporcionar financiamento para os países latino-americanos e caribenhos diante da crise econômica global. O BID, que ontem completou 50 anos de sua fundação, aprovou 165 novas operações em um total de US$ 15.9 bilhões este ano em comparação com US$ 11.2 bilhões em 2008. Os desembolsos subiram para quase US$ 12 bilhões, comparados com os US$ 7.6 bilhões desembolsados no ano passado.
Em seu relatório de fim de ano para a diretoria executiva do banco, o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, destacou a rápida resposta a maior demanda dos paí­ses mutuários por financiamento, observando que a região apresenta melhores perspectivas de crescimento em 2010 depois de superar a contração global. Moreno afirmou que, apesar de a América Latina e o Caribe terem evitado um colapso econômico como os que se seguiram a crises nas décadas passadas, nem a região nem o BID deveriam satisfazerem-se apenas em evitar desastres.
“Não podemos esquecer que, para cerca de 200 milhões de pessoas que ainda vivem na pobreza na América Latina e Caribe, a força relativa de políticas macroeconômicas ou instituições financeiras é uma abstração com impacto quase nulo sobre seus padrões de vida”, disse ele. De acordo com Moreno, a região tem agora uma “oportunidade histórica” de romper o círculo vicioso de crises financeiras que descontrolaram suas economias e também atrasaram seu desenvolvimento.
“O fato de nossas economias ainda estarem em pé depois dessa crise faz com que não tenhamos mais desculpas”, disse Moreno. “A maturidade política que nossa região demonstrou, bem como a capacidade de reação de nossos governos e de instituições multilaterais como o BID, são prova de que a América Latina e o Caribe podem moldar o seu próprio destino”, conpletou.

Desafios pós-crise

O BID conseguiu enfrentar a crescente demanda dos países membros mutuários graças a reformas que vem realizando nos últimos dois anos para ganhar agilidade, flexibilidade e força financeira. Essas mudanças estruturais permitiram que o banco ampliasse seus empréstimos e o número de operações sem aumentar significativamente seus custos administrativos ou com pessoal.
No entanto, para continuar oferecendo níveis similares de apoio e evitar uma queda abrupta nos empréstimos a partir de 2011, o BID terá que expandir seu capital autorizado que é, atualmente, de US$ 101 bilhões. Desse total, apenas cerca de 4% estão integralizados; o restante consiste em capital subscrito de seus 48 países membros.
Em março último, a assembleia de governadores – o órgão máximo de formulação de políticas do BID, em que todos os países membros estão representados – solicitou uma avaliação da necessidade de acrescentar recursos ao capital ordinário do banco e ao Fundo para Operações Especiais, sua fonte de empréstimos concessionais para os países mais pobres da região. Moreno observou que, como parte dessa avaliação, o BID fez uma série de ajustes solicitados pelos países membros para melhorar os produtos e serviços do banco e aumentar sua eficácia em termos de gestão de riscos, transparência e prestação de contas.
A assembleia de governadores pode chegar a uma decisão sobre um aumento de capital – a nona reposição nos 50 anos de história do BID – em uma reunião anual marcada para março de 2010 em Cancun, no México. Um aumento de capital permitiria que o BID prestasse melhor assistência aos países da América Latina e Caribe que desejam alcançar taxas mais altas de crescimento a fim de erradicar a pobreza e reduzir a desigualdade na região.
Como um exemplo dessa agenda de desenvolvimento mais ambiciosa, Moreno mencionou a necessidade de integração regional de energia. Ele disse que a região tem um enorme potencial de desenvolver fontes de energia de maneira sustentável, contribuindo, ao mesmo tempo, para os reduzir o risco de mudança climática.

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