BCE decide deixar taxa de juros do euro inalterada

A instituição européia manteve também a facilidade marginal de crédito -usada para a concessão de créditos overnight por bancos centrais nacionais- em 5%. A facilidade de depósito, que remunera depósitos overnight em bancos centrais nacionais, também foi mantida em 3%.
Cercado pelo aumento da inflação -indicador para subir os juros- e por uma economia que perde força -que pede juros mais baixos-, o BCE, em sua última reunião do ano, optou por manter as taxas.

Desde o início da crise do crédito imobiliário de alto risco (“subprime’’) nos Estados Unidos, o BCE parou a subida progressiva de suas taxas. Devido à desaceleração no crescimento causado pela crise, agora o órgão se vê impossibilitado de elevar os juros para conter a inflação, sob o risco de contribuir para uma possível recessão.
Após revisar para baixo suas previsões de crescimento para a zona do euro, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvi-mento Econômico) considerou que não é necessário que o BCE aumente a taxa de juros em um futuro próximo.

Redução de juros

O Banco da Inglaterra (banco central britânico) reduziu hoje sua taxa de juros para 5,5%, um corte de 0,25 ponto percentual, em meio a sinais de que o crescimento econômico do Reino Unido vem desacelerando. “Embora a produção no Reino Unido tenha se expandido em ritmo acentuado nos últimos dois anos, há sinais agora de que o crescimento começou a desacelerar’’, informou o banco em um comunicado.

Na avaliação de analistas, a expectativa há alguns meses era de que o banco teria de elevar a taxa para 6% para conter os avanços da inflação. A crise de crédito nos EUA, no entanto, afetou o desempenho da economia britânica. O presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, reconheceu no início deste mês que as condições mais estritas para a concessão de crédito podem reduzir a demanda.

“As condições nos mercados financeiros se deterioraram e um aperto maior na oferta de crédito para consumidores e empresas está em curso, colocando riscos para os cenários tanto de produção como de inflação maios à frente’’, informou o banco, no comunicado.

A empresa britânica do setor de hipotecas Halifax informou que os preços dos imóveis no Reino Unido caíram 1,1% em novembro. O índice de confiança do consumidor apurado pela Sociedade Britânica de Empresas de Construção caiu 12 pontos, para 86 pontos no mês passado, segundo dados divulgados ontem. Foi a maior queda desde a criação do índice, em 2004. A inflação registrou uma alta (anualizada) de 2,1% em outubro, superando a meta de 2% do governo. A ata da reunião deve ser divulgada dia 19.

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