16 de abril de 2021

BC reduz previsão para investimentos

O Banco Central reduziu a previsão de investimentos estrangeiros em 2010 de US$ 38 bilhões para US$ 30 bilhões, depois de ver suas estimativas anteriores frustradas por causa da crise internacional

O Banco Central reduziu a previsão de investimentos estrangeiros em 2010 de US$ 38 bilhões para US$ 30 bilhões, depois de ver suas estimativas anteriores frustradas por causa da crise internacional.
Até agosto, o resultado está acumulado em US$ 17.1 bilhões. No mês passado, entraram US$ 2.43 bilhões.
Para 2011, a instituição espera uma recuperação, com os investimentos subindo para US$ 45 bilhões.
Esse dinheiro não será, no entanto, suficiente para financiar o deficit nas transações do país com o exterior.
O BC manteve a previsão de um resultado negativo recorde de US$ 39 bilhões neste ano. Para 2011, espera um novo recorde, de US$ 60 bilhões, o equivalente a 2,78% do PIB (Produto Interno Bruto).
O resultado acumulado neste ano, até agosto, está em US$ 31.1 bilhões. No mês passado, ficou em US$ 2.86 bilhões.

Gasto de turista

O aumento dos gastos dos turistas brasileiros no exterior bateu novo recorde no acumulado de janeiro a agosto. Diante dos números, o Banco Central espera um aumento no deficit gerado pela diferença entre o que os brasileiros gastam lá fora e o dinheiro que o país atrai com turistas estrangeiros.
Nos oito primeiros meses do ano, os brasileiros gastaram lá fora US$ 6 bilhões a mais do que os estrangeiros trouxeram para o país. O número é a diferença entre gastos de US$ 9.9 bilhões e uma receita com turistas estrangeiros de US$ 3.9 bilhões.
O resultado levou o BC a aumentar a previsão desse deficit de US$ 8 bilhões para US$ 10 bilhões neste ano. O número é recorde e é um dos fatores que contribuem para o resultado negativo que o país registra nas suas transações com o exterior.
Para 2011, é esperado novo recorde, com um resultado negativo de US$ 11.5 bilhões.

Entrada de dólares e compras do BC são as maiores em 11 meses

A entrada de dólares no país alcançou US$ 11.1 bilhões até a última sexta-feira, segundo dados do Banco Central. Esse é o maior valor registrado desde outubro de 2009, quando entraram no país US$ 14.6 bilhões.
Na época, o resultado foi influenciado pela entrada de recursos estrangeiros para a oferta de ações do Santander Brasil. Somente na semana passada, entraram US$ 9 bilhões.
Para evitar uma queda ainda maior das cotações da moeda no país, o BC comprou na semana passada US$ 5 bilhões. No acumulado do mês, já foram adquiridos US$ 5,9 bilhões, maior volume desde outubro do ano passado.
O aumento nas compras de dólares é uma das estratégias do governo para tentar evitar que o preço de venda da moeda fique abaixo de R$ 1,70. As cotações estão sendo pressionadas pela expectativa de entrada de recursos para a oferta de ações da Petrobras.
Ontem, o Ministério da Fazenda anunciou que o Fundo Soberano do Brasil já possui autorização para comprar moeda estrangeira. O governo já disse também que pretende comprar todos os dólares que entrarem para a oferta da estatal.
O BC também informou que os bancos reduziram as suas posições no mercado de câmbio de US$ 13.73 bilhões no final de agosto para US$ 10.98 bilhões. Esse valor reflete a aposta das instituições na valorização do real frente ao dólar.

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