BC poderá direcionar empréstimo de dólares

O Banco Central poderá determinar que as operações de empréstimos de dólares por meio do redesconto sejam direcionadas para ajudar as empresas exportadoras com dificuldade de obter crédito junto aos bancos. A medida foi anunciada pelo governo em reunião extraordinária do CMN (Conselho Monetário Nacional).
Os empréstimos em dólares por meio do redesconto fazem parte de uma resolução publicada pelo BC na última quarta-feira, dia 9. Essa resolução determinou as regras pelas quais o BC poderia ajudar as instituições financeiras e os exportadores em dificuldades de obter empréstimos.
O direcionamento era uma reivindicação do setor industrial, pois na quinta-feira não havia regras que obrigassem os bancos a repassar esses dólares para as indústrias. Agora, o BC poderá obrigar os bancos a fazer o repasse de pelo menos parte desse dinheiro.

Emissão de debêntures

Outra mudança é que o BC poderá aceitar como garantia, nas operações de redesconto em reais, debêntures emitidas por empresas não financeiras que tenham classificação de baixo risco (AA, A e B) e que estejam na carteira dos bancos.
A resolução alterada na sexta-feira pelo CMN faz parte da medida provisória que deu ao BC mais poderes para ajudar os bancos e exportadores em dificuldades devido à crise internacional de crédito.
Conforme anunciado na semana passada, no caso dos bancos que recorrerem ao redesconto em reais, o BC terá poder para intervir na administração da instituição que buscar esse tipo de empréstimo junto ao governo.

Bancos retraídos

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, participou de um encontro no Ministério da Fazenda. Mais tarde, divulgou nota na qual pedia medidas para direcionar o dinheiro do compulsório liberado pelo Banco Central para os exportadores.
“O compulsório não foi reduzido para os bancos ficarem com dinheiro em caixa, mas para que os recursos sejam aplicados e irriguem o mercado. Os bancos estão muito retraídos”, disse Monteiro Neto, antes de participar de audiência com o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luiz Inácio Adams.
Segundo a CNI, os financiamentos para as exportações brasileiras caíram cerca de 80%, ou seja, representam hoje cerca de um quinto do valor disponível antes do acirramento da crise internacional.

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