18 de maio de 2021

BC estuda emissão de moeda digital no Brasil até 2022

Um estudo do Banco Central para discutir os impactos da implementação de uma moeda digital no Brasil está próximo de ser concluído e deve divulgar seus resultados em fevereiro –visando um lançamento em 2022. A iniciativa visa analisar os efeitos da medida sobre a estabilidade financeira e a política monetária e econômica do país.

A instituição vem investigando o alcance potencial de uma moeda digital, assim como os benefícios que o recurso poderia trazer para a sociedade brasileira. De acordo com o site Metrópoles, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, acredita que a pandemia da Covid-19 deve acelerar a adoção de uma criptomoeda brasileira.

A gente vai para um processo de ter uma moeda digital em algum momento. E acredito que esse processo foi acelerado na pandemia pela quantidade de pagamentos a distância e pelas compras on-line”, afirmou em entrevista ao site.

“A emissão de moeda digital por bancos centrais (central bank digital currency – CBDC) pode ser uma possibilidade para aprimorar o modelo vigente das transações comerciais entre as pessoas e mesmo entre países”, afirmou o Banco Central, em nota, na época da criação do grupo de estudos.

Os especialistas do banco ainda analisaram vantagens da criptomoeda que possam ser complementares aos benefícios vindos com implantação do sistema de pagamentos instantâneos PIX, em novembro passado. Por outro lado, o Banco Central também busca analisar riscos associados à segurança cibernética, proteção de dados e ao ambiente regulatório do País.

Disputa por espaço

O BC destaca que a moeda digital seria apenas uma nova forma de representação do real emitido pela autoridade monetária brasileira. O documento ainda pontua que a moeda digital se diferencia de criptomoedas sem garantia nacional, como é o caso do bitcoin.

“Uma eventual moeda digital não faria concorrência ao real, mas seria uma nova forma de representação da atual moeda, tendo garantia do governo e estando sujeita à política monetária, tendo a circulação diminuída quando os juros sobem e elevada quando as taxas caem”, afirma o banco.

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