17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

BC eleva taxa básica e Selic vai a 11,75%

Decisão de aumentar os juros deve promover grande movimentação hoje no mercado financeiro

O BC (Banco Central) anunciou ontem o primeiro aumento da taxa básica de juros desde maio de 2005. O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu elevar, por unanimidade, a Selic em meio ponto percentual, de 11,25% para 11,75% ao ano.
Embora a alta dos juros já fosse esperada, a maioria dos economistas apostava em um aumento menor, de 0,25 ponto percentual. Uma parte do mercado avaliava, no entanto, que o BC deveria promover um aumento mais forte dos juros agora para evitar que a inflação ficasse fora de controle.
O aumento dos juros era esperado desde a divulgação da ata da última reunião do Copom, quando o BC mostrou estar preocupado com o crescimento da inflação nos últimos meses e informou que uma elevação da taxa fora discutida pelo grupo.
A decisão de ontem deve promover grande movimentação hoje no mercado financeiro, já que a decisão foi divulgada depois do fechamento dos negócios na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).
Os fundos de renda fixa, por exemplo, devem registrar perdas nos próximos dias. O mesmo pode acontecer com a Bolsa, já que os juros maiores reduzem os ganhos das empresas. É possível também que haja mudanças nos juros bancários -que já registraram alta recentemente, antecipando a decisão do Copom- e nas taxas praticadas no comércio.
Também se espera uma queda maior da cotação do dólar. A moeda norte-americana acelerou a tendência de baixa nas últimas semanas e fechou hoje no menor nível desde maio de 1999 ante o real. Isso acontece porque, com o aumento dos juros por aqui, fica mais atrativo para os investidores estrangeiros trazerem dinheiro para o Brasil. Independentemente da decisão de ontem, o Brasil continuaria como o país com a maior taxa real de juros do planeta.

Banco quer inflação dentro da meta

Com elevação de 0,5 ponto percentual, segundo estudo da UpTrend Consultoria Econômica, o país passa a ter juro real de 7,1% ao ano. Em segundo lugar no ranking aparece a Turquia, com taxa real de 5,6%. Meta de inflação
Apesar da preocupação do governo com o enfraquecimento do dólar, pesou na avaliação do BC os riscos inflacionários. O BC utiliza a taxa básica de juros como instrumento para manter a inflação dentro da meta, que é de 4,5% para este ano, com tolerância de dois pontos percentuais para baixo ou para cima. Com juros maiores, fica mais caro comprar; e com demanda menor, os preços também sobem menos. A última divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador do IBGE utilizado no sistema de metas de inflação, mostrava um aumento de preços de 4,73% no acumulado dos últimos 12 meses.

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