16 de abril de 2021

BC eleva estimativa de crescimento do crédito em 2010

O chefe adjunto do Departamento Econômico do BC (Banco Central), Túlio Maciel, informou que a autoridade monetária elevou de 20% para 22% a estimativa de crescimento do estoque de crédito na economia brasileira este ano

O chefe adjunto do Departamento Econômico do BC (Banco Central), Túlio Maciel, informou que a autoridade monetária elevou de 20% para 22% a estimativa de crescimento do estoque de crédito na economia brasileira este ano. A revisão se deve ao comportamento favorável do crédito ao longo de 2010, o que reflete, segundo ele, o desempenho da economia real e a percepção positiva dos empresários e das famílias sobre a economia.
Apesar de prever um crescimento maior do crédito, o BC segue trabalhando com uma estimativa de que o estoque de financiamentos encerrará este ano representando 48% do PIB, em função dos ajustes dos números do crescimento econômico nacional neste ano. Maciel também informou que a taxa de juros do crédito para pessoa física, de 39,9% ao ano, foi a mais baixa da série histórica do BC, iniciada em 1994. Segundo ele, este movimento reflete a trajetória de expansão do crédito em um ambiente macroeconômico favorável e com inadimplência em queda.
Segundo Maciel, dentro da nova projeção de crescimento, o BC trabalha com uma expansão de 18% para o crédito livre e de 30% para os financiamentos com recursos direcionados. Anteriormente, a autoridade monetária trabalhava com perspectiva de expansão de 17% para o crédito livre e de 26% para o direcionado.
De acordo com Maciel, a expansão mais forte do crédito direcionado ocorre principalmente pelas carteiras de habitação e pelos repasses do BNDES. Ele destacou que, em 12 meses até agosto, o crédito direcionado teve alta de 29,6%, o que mostra que a projeção de 30% para 2010 é factível.
Segundo o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, o volume de operações de crédito no segmento livre cresceu 2,2% em setembro, com dados preliminares até o dia 10. Essa expansão é liderada pelos empréstimos às pessoas físicas, que tiveram expansão de 2,4%. Já as operações para empresas avançaram 2% na mesma base de comparação.
Em relação aos juros, a taxa média praticada para financiamentos empresariais subiu 0,1 ponto percentual em relação a agosto, atingindo 29% ao ano. Nas operações para famílias, a taxa seguiu em 39,9% e o juro médio de todas as operações manteve-se em 35,2%, mesmo patamar de agosto. Maciel também informou que a elevação do juro médio praticado junto a empresas é resultado do aumento da margem cobrada pelos bancos nessas operações, o chamado spread bancário, que subiu 0,1 ponto percentual ante agosto, para 18,4 pp. O spread no segmento pessoa física manteve-se em 28,6 pp e o spread geral seguiu em 24,3 pp.
A alta do estoque das operações de crédito, que alcançou R$ 1,582 trilhão, indica uma forte expansão da concessão de financiamentos em nível nacional. Ao analisar a evolução da concessão de crédito em dias úteis, descontando efeitos sazonais e a inflação do período, a economista da LCA Mirela Scarabel concluiu que, na margem, os empréstimos para pessoas físicas subiram 2,9% em agosto, depois de ter avançado 2,3% em julho e 2,0% em junho. No caso das pessoas jurídicas, o crédito subiu 3% no mês passado, resultado bem melhor que a queda de 6,32% em julho e alta de 4% em junho.
“Com a boa expansão da economia, marcada por alta da renda das famílias e a redução do desemprego, a tendência é da concessão de crédito continuar sua rota ascendente até o final do ano”, afirmou Mirela.

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