BC diz que taxas devem ficar estáveis no mês de agosto

As turbulências nos mercados financeiros afetaram o movimento de queda nas taxas de juros em agosto. Segundo dados parciais divulgados pelo Banco Central, a taxa média está estável em 35,9% neste mês, considerando as operações realizadas até o dia 15.
Segundo Altamir Lopes, chefe do Departamento Eco-nômico do BC, essa tendência deverá persistir durante todo o mês porque as turbulências que atingiram os mercados financeiros nas últimas semanas afetaram os juros futuros. Dessa forma, ficou mais caro para as instituições captarem.
Os dados parciais indicam que a taxa de captação está 0,2 ponto percentual maior, o que neutralizou a redução do spread -diferença entre o custo da captação das instituições financeiras e a taxa efetiva cobrada dos clientes-, que caiu 0,2 ponto.
No caso das empresas (pessoas jurídicas), a taxa de juros na parcial de agosto está em 23% ao ano, mesmo patamar do mês passado.
No caso das pessoas físicas, aponta 47% ao ano, igual ao registrado em julho.
As taxas estão no nível mais baixo desde junho de 2000, quando a série histórica teve início, o que já ocorre desde abril. Os juros cobrados das empresas também estão no nível mais baixo.

Operações de crédito

O volume de crédito no sistema financeiro nacional era de R$ 813,357 bilhões em julho, o equivalente a 32,7% do PIB (Produto Interno Bruto). No mês anterior, essa relação estava em 32,1%. O Banco Central atribui essa elevação ao maior dinamismo da economia.
“Essa evolução vem refletindo, essencialmente, o desempenho favorável das carteiras referenciadas com recursos livres, destacando-se a expansão do crédito destinado ao consumo das famílias, impulsionada pela queda das taxas de juros e pelas condições positivas de renda e emprego’’, diz a nota divulgada pelo BC.
Em valores nominais, as operações de crédito cresceram 1,7% em julho e 21,5% nos últimos 12 meses.
Os valores levam em con-ta os recursos livres e direcionados, ou seja, aqueles como os empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o financiamento habitacional.
O estoque de crédito com recursos livres era de R$ 569,393 bilhões, um crescimento de 2,2% no mês e de 25,1% no acumulado de 12 meses. Já a parcela correspondente a recursos direcionados somou R$ 243,964 bilhões, um crescimento de 0,6% no mês e de 13,8% em 12 meses.

Venda de veículos

As financeiras têm utilizado o leasing na hora de conceder crédito para as pessoas que querem comprar ou trocar de carro. Isso tem contribuído para o crescimento dessa modalidade tanto para empresas como para as pessoas físicas.
Em julho, segundo dados divulgados na segunda-feira, o leasing apresentou uma elevação de 4,2%, para R$ 46,003 bilhões. Em 12 meses, a expansão é de 68,1%.

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