BC aumenta previsão de reajuste da energia elétrica em 2009

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) aumentou a previsão de reajuste das tarifas de energia elétrica para 2009 de 4,7% para 5%. A informação faz parte da ata da reunião do Copom da semana passada. No último dia 22, o BC reduziu a taxa básica de juros de 9,25% ao ano para 8,75% ao ano.
No documento, o BC não explica o motivo da revisão e também não cita a questão de Itaipu. Três dias após a reunião do Copom, o governo brasileiro decidiu rever o preço da energia paga ao Paraguai dentro do acordo de Itaipu. A informação preliminar do governo é de que essa conta será paga pelo Tesouro brasileiro, ao invés de ser repassada para a conta de luz.
Em relação a outras tarifas, o BC manteve inalteradas as previsões de reajuste da gasolina e do gás (0%) e da telefonia fixa (5%).
Apesar de ter aumentado as previsões de inflação para o IPCA (índice oficial que é utilizado como meta para o BC), o Copom reduziu a previsão de reajuste das tarifas neste ano.
A projeção de reajustes dos preços administrados por contrato e monitorados caiu de 4,8% para 4,5% em 2009 e de 4,5% para 4,3% em 2010. Esses itens representam cerca de 30% do índice oficial de inflação.
Embora não divulgue a sua previsão para o IPCA feita na semana passada, o BC lembra na ata que as estimativas do mercado financeiro coletadas na pesquisa semanal Focus subiram no período: de 4,33% para 4,53% para 2009 e de 4,30% para 4,41% em 2010. A meta do BC é uma inflação de 4,5%, que pode chegar a 6,5% dentro do intervalo de tolerância.

Recuperação frágil

O Copom afirmou ainda que a oscilação do mercado financeiro verificada nas últimas semanas mostra que a recuperação da economia mundial ainda permanece “frágil’’ e sujeita a “reversões’’.
De acordo com o BC, o período desde a reunião de junho do Copom até o encontro desse mês foi marcado por uma continuidade na redução do estresse nos mercados financeiros internacionais. A instituição atribui isso às ações governamentais por parte de autoridades americanas e europeias.
“Nesse ambiente, seguem sendo registrados sinais de redução na aversão ao risco, mas o retorno da confiança permanece frágil e, como evidenciado pelo comportamento dos mercados de ativos nas últimas semanas, sujeito a reversões’’, diz o Copom na ata. A instituição destaca também que a volta da confiança dos estrangeiros em outros mercados e uma “certa preocupação entre os investidores quanto à situação fiscal nos Estados Unidos” continuam levando a uma recuperação na cotação das moedas de economias como a do Brasil.

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