28 de junho de 2022
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BB deve emprestar R$ 300 mi até fim do ano

Valor liberado no período de janeiro até o início deste mês é de R$ 201 milhões, que correponde a uma alta de 27% sobre todo o volume liberado no exercício de 2007

Um somatório de R$ 201 milhões em crédito pessoa jurídica já foram liberados de janeiro até este início de mês pelo Banco do Brasil para micro e pequenas empresas do Amazonas. Tal somatório representa um crescimento de 27% em relação ao volume de créditos liberado durante o ano de 2007. A meta do banco até o fim do ano é crescer mais 50%, o que representa uma injeção de recursos da ordem de R$ 300 milhões na economia amazonense.
O PIM (Pólo Industrial de Manaus) é um grande indutor dessa demanda por crédito do banco para custeio de projetos, capital de giro, aquisição de maquinários, equipamentos, matéria-prima, assim como para contratar funcionários, antecipar o 13º salário, entre outras despesas.
O superintendente de negócios, varejo e governo do Banco do Brasil nos Estados do Amazonas, Acre e Roraima, João Batista Trindade Filho, disse que o banco tem uma atuação forte nessa cadeia de pequenas e médias empresas que atendem ao PIM. São organizações que fornecem segurança, alimentação, uniformes, manutenção, pallet para embalagem de equipamentos eletrônicos, que emprestam dinheiro para equilibrar seus negócios. “O banco tem um atendimento especializado para essas empresas, que em sua maioria precisam de capital de giro para trabalhar e atender à demanda das grandes indústrias”, assegurou.

Pequenas e médias empresas

Segundo João Batista, muitas empresas de pequeno e médio porte hoje estão produzindo insumos, além de material hidráulico e elétrico a partir de Manaus. São segmentos que, conforme ele, estão se organizando e se modernizando, visando buscar novas tecnologias. “Para a pequena empresa do segmento industrial, a necessidade dos parceiros é crescente, porque o mercado cada vez mais exige produtos com melhor qualidade. É um movimento natural do desenvolvimento da atividade industrial. A tendência é formar um pólo produtor”, assinalou. O superintendente avaliou que uma cidade com dois milhões de habitantes, como Manaus, demanda muitas novidades tecnológicas em todas as áreas, além de ser um mercado consumidor importante. “Na verdade, está surgindo uma pequena indústria naturalmente, especialmente numa economia como a nossa que cresceu em 2007 mais de 10%, estando no nível dos Tigres Asiáticos, considerado um PIB (Produto Interno Bruto) importante para o país”, disse.

Banco tem estratégia de desenvolvimento

O Banco do Brasil possui 18 agências no interior amazonense, nos principais municípios onde há uma atividade econômica. João Batista disse que o banco está estudando a possibilidade de avançar no sentido de aumentar o número de agências para atender melhor a demanda de municípios, identificar suas vocações econômicas e apoiá-los em todas as áreas.
O superintendente informou que o banco tem uma estratégia de negócios denominada DRS (Desenvolvimento Regional Sustentável) que identifica as vocações econômicas dos municípios e em parceria com as prefeituras, sindicatos e associações de produtores rurais e o Sebrae-AM identifica a cadeia produtiva, as necessidades de crédito, de treinamento e de formação dos produtores rurais. “Quando chega na parte do crédito, o Banco do Brasil é o grande alavancador desse processo que é pró-ativo, porque não é o cliente que vai atrás do banco, mas o banco é que vai em busca da cadeia econômica dos municípios”, garantiu João Batista.

Termo de compromisso

Segundo ele, por ocasião das comemorações dos cem anos do Banco do Brasil no Amazonas, no dia 14 de janeiro, foi assinado um termo de compromisso entre o alto escalão do Banco com o governo do Estado do Amazonas para disponibilizar R$ 100 milhões de crédito para o desenvolvimento dessas cadeias de crédito produtivo. Os planos de negócio vão ser implementados num prazo de até cinco anos. “Alguns podem ser implementados até este ano, outros têm um plano de maturação mais longo”, disse.
Para Batista, existe uma equipe na superintendência que cuida da parte documental e está visitando permanentemente os produtores. “Temos um trabalho importante em Maués, com várias cadeias produtivas voltadas para piscicultura, avicultura e movelaria. O banco está apoiando atividades econômicas dos indígenas em São Gabriel da Cachoeira. Manaquiri também está sendo um grande parceiro. O governo está instalando duas grandes fecularias no município e o banco está estruturando toda a cadeia produtiva para liberar crédito às duas mil famílias que produzem mandioca”, informou.

Linhas de atuação

Na visão do superintendente, o Banco do Brasil possui forte paticipação nos Estados que fazem parte de sua linha de atuação na região- Amazonas, Acre e Roraima. Cada Estado tem seus orçamentos e suas expectativas de crescimento. No Acre, o Banco do Brasil é o banqueiro oficial do Estado. Já em Roraima, tem uma importante posição na folha de Estado. No Amazonas, apesar de não ser o banco oficial, tem uma importante colaboração no segmento econômico local. “O PIM é um grande centro de negócios do Amazonas, empregando diretamente cem mil pessoas. A economia amazonense acaba comportando uma participação importante do Banco do Brasil em função do seu tamanho e dinamismo. “Um PIB de R$ 40 milhões (do Amazonas) é algo espetacular”, comemorou.
Voltada para o varejo, o peso da superintendência regional do banco se dá em função da economia local. “O Banco do Brasil faz parte da história do Estado nos últimos cem anos. A segunda agência do banco no país é a do Amazonas, a primeira foi no Rio de Janeiro há 200 anos”, afirmou João Batista, ressaltando que a superintendência regional é tão importante como a do Rio de Janeiro. “A mesma tecnologia usada numa agência de Eirunepé, por exemplo, é usada numa de São Paulo”, completou.

Projeto de expansão

Responsável por um total de 33 agências no Estado, sendo 15 em Manaus e 18 no interior amazonense, o Banco do Brasil tem como meta para os próximos dois anos aumentar em 40% o número de agências. A expectativa para os próximos cinco anos é ampliar fortemente sua presença no Amazonas. Para isso, estudos estão sendo desenvolvidos pela área técnica do banco, visando identificar os municípios amazonenses cuja economia comporta a presença de novos pontos de atendimento do banco e também os bairros de Manaus que estão crescendo e se desenvolvendo economicamente.
Conforme João Batista, à medida que a economia cresce, o acesso ao banco aumenta. Por este motivo, disse, faz-se necessário melhor posicionar a instituição tanto na capital quanto no interior. “No fim do ano, vamos estar com nosso plano de investimento definido. Um das ampliações vai acontecer na agência da Avenida Costa e Silva para atender à demanda do PIM”, assegurou.

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