Bazares e feiras “abrem portas”

Crescimento nas vendas, inserção a novos mercados, divulgação da marca e ganho constante de novos clientes. Esses são alguns dos benefícios proporcionados pela comercialização que tem como base a economia compartilhada, método no qual o empreendedor busca impulsionar os ganhos com menos gastos a partir da divisão comercial do mesmo espaço. Em Manaus, a atividade econômica está em crescimento e conta com a atuação de diversos segmentos que passam por alimentos, confecção, cosmético, mobiliário sustentável, entre outros. As conhecidas feiras itinerantes, os bazares e as feiras de alimentação são exemplos de espaços compartilhados.
De acordo com a empresária, proprietária da marca Madeira e Design, Fabiane Azevedo, a ideia de expor os produtos em um mesmo espaço físico de atuação de outros empreendedores, sob a coordenação de uma equipe responsável pelo local, é vantajosa porque facilita a consolidação econômica do novo empreendedor que inicialmente não tem condições de pagar aluguel de uma loja que vem acompanhado de contas e água, luz, telefone e do pagamento de um funcionário para o local.
Fabiane conta que há seis meses participa de feiras itinerantes, onde expõe seu material. Ela divide a área com representantes de diversos produtos, o que segundo ela, é positivo porque incentiva a popularização do produto com a adesão de novos clientes. A empresária ainda cita que para participar das feiras é preciso pagar uma taxa mínima que garante os serviços estruturais necessários para a realização do evento.
“É uma iniciativa vantajosa porque cada expositor atrai um público. Esses visitantes passam a conhecer os novos produtos e acontece a ampliação dos horizontes. Os gastos são mínimos e que garantem maior visibilidade ao produto. Estou obtendo resultados satisfatórios”, afirma.
Fabiane trabalha com a reciclagem de madeira matéria-prima utilizada para a produção de móveis e quadros. Ela conta que expõe os quadros nas feiras e anuncia os móveis por meio das redes sociais. Nos últimos seis meses a empresária registrou um crescimento de 50% nas vendas.
Neste fim de semana a produção assinada por Fabiane será exposta no Movimento Criativo, evento que acontecerá no Bodega da Vila de 14h às 21h, com entrada gratuita.
A empresária Andrezza Bidy é proprietária da marca Maju Feito à Mão. Ela confecciona acessórios e artigos de luxo para crianças e relata que há 3 anos optou por expor seus produtos nos bazares que acontecem constantemente na capital porque não tem uma loja fixa.
Para Andrezza, a decisão de pagar uma taxa, que segundo ela, pode variar entre R$600 e R$1 mil, é vantajosa para o empreendedor porque o organizador do evento se responsabiliza por todas as questões estruturais necessárias à realização do movimento, como estacionamento, limpeza, refrigeração e o local propício e de fácil acesso ao consumidor.
“Não tenho loja fixa e mesmo assim preciso explorar outros mercados. A divulgação por meio das redes sociais não é suficiente para atrair o cliente até o produto. O pagamento de uma única taxa viabiliza o contato com novos clientes. Uma marca de roupas infantis, por exemplo, que está no bazar atrai um determinado público que poderá, também, ter interesse pelo meu produto que também é destinado às crianças. É sim uma boa alternativa para divulgar o produto e agregar clientes”, explicou.
Segundo Andrezza, nos últimos 3 anos a Maju Feito à Mão registrou um crescimento de 80% nas vendas, que também conta com divulgação pelo facebook e pelo instagram.
“Com o auxílio das vendas por meio dos bazares estou conseguindo investir na qualidade de apresentação dos produtos com a compra de sacolas personalizadas, etiquetas e embalagens para presentes. Também estou fazendo entregas em domicílio”, relata.

A visão do organizador

Um dos exemplos de iniciativa que implementa a economia compartilhada é o Villa Food Park, espaço que reúne, atualmente, nove empresas do segmento de alimentação e bebidas. O sócio-proprietário do Villa Food Park e proprietário do BoraLá Food Truck, Fernando Vieira, conta que a ideia de viabilizar um espaço que pudesse agregar várias empresas nasceu da necessidade de oferecer segurança e comodidade aos clientes. “Trabalhávamos em uma garagem, em um estacionamento que ficava na rua e os assaltos aconteciam constantemente. Pensamos em um coletivo que agregasse mais empresas, daí nasceu a ideia do Villa Food Park”, explica. “Para utilizar a área, os empresários pagam uma taxa de aluguel que pode ter duração entre semanal e de até 3 anos, é o caso dos contratos que temos até agora. O aluguel dá direito a benefícios como estrutura, praça de alimentação, banheiro, mesas, segurança e limpeza. O lugar é fechado e o empresário pode deixar toda a estrutura no mesmo local após o expediente”, completou.
O espaço funciona de quarta-feira a domingo de 18h às 22h30 e de quarta a sexta de 12h às 15h, para o almoço.

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