Baterias de cimento: futuro pode ter prédios armazenando energia

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Tecnológica de Chalmers, em Gotemburgo, na Suécia, desenvolveu uma bateria recarregável à base de cimento. A tecnologia torna possível, em tese, que edifícios inteiros sejam capazes de armazenar energia, como uma bateria gigante, no próprio concreto.

Segundo o estudo, publicado em março deste ano na revista científica Buildings, seria possível utilizar a estrutura de uma casa e até mesmo de prédios inteiros ou construções de concreto como pontes e viadutos para armazenar energia. Assinam o trabalho os pesquisadores Emma Zhang e Luping Tang, que construíram os primeiros protótipos do tipo inédito de bateria.

Para criar o protótipo, o time adicionou pequenas fibras de carbono ao cimento (0,5% em volume), com o intuito de melhorar a condutividade elétrica da peça, o que também conferiu maior resistência à flexão. Em seguida, o time incorporou ao cimento uma malha de fibra de carbono revestida com metal. Após uma série de experimentações, os materiais escolhidos para serem utilizados na bateria foram ferro e zinco para o ânodo, e níquel para o cátodo.

Os primeiros protótipos alcançaram uma densidade de energia média de 7 watts por metro quadrado (Wh/m2), equivalente a 0,8 watts por litro (Wh/L) – densidade baixa em comparação a baterias comerciais, mas que deve ser superada com o volume quando utilizada em edifícios. A estimativa indica que o desempenho da nova bateria pode ser mais de 10 vezes superior.

Novo sensor implantado na máscara pode detectar COVID-19 pela respiração

A utilização da máscara é um dos métodos mais eficientes para se proteger da COVID-19 – Foto: Divulgação

A utilização da máscara é o método mais recomendável para se proteger da COVID-19. Enquanto isso, a realização de testes em busca da detecção da doença tem sido de uma importância indescritível. Mas por que não juntar essas duas propostas? Com isso em mente, pesquisadores, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e da Universidade de Harvard desenvolveram um biossensor que pode ser integrado a um tecido e detectar patógenos.

Esse sensor é ativado com botões e dá resultados em 90 minutos, segundo os pesquisadores. O grupo garante que a precisão está no mesmo nível que ​​os testes PCR. Para fazer o sensor, os cientistas confiaram em uma técnica que envolve extrair e liofilizar o maquinário molecular que as células usam para ler e escrever material genético. Pressionar um botão na máscara libera uma pequena quantidade de água no sensor que reativa os componentes liofilizados para que possam produzir sinais em resposta à presença de uma molécula-alvo.

Cientistas estudam uso de inteligência artificial para detectar câncer

Pesquisadores criam nova tecnologia que poderá detectar câncer – Foto: Divulgação

Pesquisadores da University College London (UCL) e da empresa Odin Vision usaram um método inovador que envolve inteligência artificial para auxiliar na detecção de câncer no esôfago. O procedimento foi realizado no hospital universitário da UCL pelo gastroenterologista Rehan Haidry como parte de um sistema chamado CADU, que visa usar a IA para ajudar em diagnósticos.

O CADU obteve aprovação regulatória no início de 2021 e se tornou o primeiro dispositivo médico que usa inteligência artificial para detecção de câncer de esôfago a ser aprovado pelos órgãos regulatórios dos Reino Unido para uso em pacientes.

O câncer de esôfago é especialmente difícil de se detectar no início e tem uma baixíssima taxa de sobrevivência, inferior a 20%.

A maior inovação do sistema de inteligência artificial CADU na detecção de câncer está em sua programação, já que ele foi ensinado, por meio de machine learning, a classificar os tecidos entre saudável e doente. Durante a endoscopia, o sistema analisa a imagem da câmera de vídeo do exame em tempo real e fornece informações detalhadas sobre as características visuais do tecido.

Foto/Destaque: Divulgação

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