Barril do petróleo sobe 0,48% com nova desvalorização do dólar

O preço do petróleo voltou a subir na segunda-feira, com o dólar mais uma vez perdendo força ante o euro. Com o dólar desvalorizado, os investidores tendem a se voltar para os mercados de commodities.
Às 10h51 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em outubro, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado para venda a US$ 115.14, em alta de 0,48%. Até o horário, o preço máximo atingido pelo barril era de US$ 116.06 e o mínimo, de US$ 114.03.
Com a proximidade do feriado do Dia do Trabalho nos EUA, no dia 1º de setembro, o volume de negócios deve sofrer uma redução nesta semana. Além disso, o dólar passou por uma nova desvalorização: a moeda européia chegou a ser negociada a US$ 1.4792, contra US$ 1.4745 ontem na Europa; em Nova York, o euro encerrou a sexta-feira, 22 cotado a US$ 1.4775.
“No processo de altas e baixas acentuadas na semana passada, ficou claro que apenas um fator importa agora: o dólar”, informou a consultoria americana do setor de energia Cameron Hanover, em uma nota. Segundo o documento, os fundamentos do mercado e praticamente todos os demais fatores que podem influenciar o preço do petróleo ficaram em segundo plano, cedendo à influência do dólar.
A consultoria considera que seria preciso um evento como um furacão atingir as instalações petrolíferas no golfo do México “para desconectar o preço do petróleo do dólar”.
A tensão entre EUA e Rússia ainda preocupa os investidores. O secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, disse que as operações militares da Rússia ameaçaram a permanência do país no G8 (grupo a que está afiliada com sete das principais economias mundiais) e a candidatura a se juntar à OMC (Organização Mundial do Comércio).
“Incluímos a Rússia no grupo dos oito principais países industrializados. Recebemos e estimulamos o desejo da Rússia de se juntar à OMC. Tudo isso está em risco agora”, disse Gutierrez, em entrevista à revista semanal alemã “Der Spiegel”. A crise entre Rússia e Geórgia começou no início deste mês, quando a Geórgia, aliada próxima de Washington, enviou tropas para retomar a Ossétia do Sul, uma região aliada da Rússia que declarou sua independência em 1992. Moscou, que apóia a secessão do pequeno território, respondeu enviando tropas ao país vizinho.

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