Barco solar é uso da tecnologia como benefício social

O secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secis/MCTI), Oswaldo Duarte Filho, afirmou que o projeto do barco solar fotovoltaico desenvolvido como alternativa ao transporte fluvial na Amazônia é um “exemplo típico” do que a tecnologia pode fazer para melhorar a qualidade de vida da população.
“Nosso papel na Secis é justamente levar o conhecimento desenvolvido por nossas instituições de pesquisa às comunidades mais carentes. A parceria entre as universidades e as empresas privadas é extremamente importante para o país e contribui, principalmente, para o desenvolvimento da região Norte”, disse, durante o lançamento oficial da embarcação, que integra o projeto ‘Energia Solar Fotovoltaica Aplicada ao Transporte e a Atividades Produtivas na Amazônia’.
Financiado pelo MCTI e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), o barco foi projetado considerando as condições climáticas e geográficas da Amazônia. O objetivo principal é transportar estudantes no trajeto casa-escola, e também ajudar a levar suprimentos aos moradores de comunidades ribeirinhas.
Para o coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Energias Renováveis e Eficiência Energética da Amazônia e professor titular da Universidade Federal do Pará (UFPA), João Tavares Pinho, a questão da energia é extremamente importante para a população local.
“Há uma necessidade naquela região e nós, da universidade, temos um débito social com essa população. Não adianta só fazer pesquisas de ponta que sirvam para estrangeiros e não para nós, brasileiros”, avaliou.
Até meados de agosto, o barco ficará ancorado na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Com o apoio da Universidade Federal do Pará, deve ser levado, até o final do ano, à comunidade de Santa Rosa, no município de Barcarena, situado a quatro quilômetros de Belém. Atualmente, o trajeto escolar no local é realizado por pequenas embarcações movidas a diesel, que poluem os leitos dos rios e estressam os animais por causa do ruído.

O projeto

A embarcação foi desenvolvida pelo grupo de pesquisa estratégica em energia solar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “O MCTI está levando tecnologia para as camadas mais desassistidas da população e contribuindo a economia local, já que, além de transportar as crianças, o barco também vai transportar cargas”, afirmou o responsável pelo projeto, o professor da UFSC Ricardo Rüter.
A Eletrobrás prestou apoio técnico ao projeto. “Temos trabalhado muito no conceito de cidades inteligentes, onde a questão da mobilidade eficiente é muito importante”, disse o gerente do Departamento de Projetos de Eficiência Energética da empresa, Fernando Perrone. “Esse é um projeto bastante emblemático e pode ser aplicado não só em regiões mais afastadas, mas, também, para otimizar a questão da energia”.

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