Banda larga ameaçada na Arena

A Arena da Amazônia está entre os estádios que demoraram a entregar os espaços físicos para que as operadoras instalem os equipamentos que vão garantir os serviços de telefonia e internet banda larga durante os jogos da Copa. No caso de Manaus, o atraso não inviabiliza os trabalhos, embora a empresa responsável tenha que trabalhar a toque de caixa. Os casos mais graves são os estádios de São Paulo e Curitiba, onde não haverá tempo para fazer todos os testes necessários. A informação é do Sinditelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal).
O gestor da UGP (Unidade Gestora da Copa em Manaus), Miguel Capobiango, explica que, no momento, estão sendo instaladas antenas na cobertura do estádio e a instalação de um gerador de energia exclusivo para as empresas, que não saiu devido a problemas das próprias operadoras. “O que está sendo feito agora é a instalação dos geradores de energia específicos para as empresas de telefonia móvel. Isso ainda não está aqui por que eles têm que aprovar o projeto junto à empresa de energia. Eles que não aprovaram. Eles que tem que fazer isso. O sistema é deles, não é nosso”, explica.
Em nível nacional, executivos do setor reconheceram, nesta terça-feira (20), que os atrasos nas obras das arenas de São Paulo e Curitiba não permitirão a realização de todos os testes nos equipamentos de transmissão de 3G e 4G. O diretor-executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy, disse que a Arena Corinthians e a Arena da Baixada terão dificuldades nos serviços de telefonia e internet devido ao pouco tempo que as empresas estão tendo para instalar seus equipamentos.
O presidente da Telefônica/Vivo, Antonio Carlos Valente, também citou os estádios de Manaus e Porto Alegre dentre aqueles que atrasaram a liberação do espaço físico para que as empresas instalassem seus equipamentos. “Mas em São Paulo e Curitiba não teremos tempo de realizar todos os testes”, acrescentou.

Manaus
Segundo Miguel Capobiango há um contrato assinado com as quatro principais empresas de telefonia que permitia a entrada das empresas no estádio para a instalação de seus equipamentos desde o ano passado. “Te confesso que estou surpreso. Se ele não consegue fazer os testes dele é por que eles não conseguiram fazer as obras deles”, rebate Capobiango.
“Nós recebemos esses projetos e as salas para a instalação dos aparelhos com um prazo inferior a 60 dias, quando precisamos de até 150 dias para realizar o serviço. Em Curitiba e em São Paulo, haverá algumas dificuldades”, afirmou o executivo Antonio Valente, em audiência pública conjunta nas comissões de Ciência e Tecnologia, Infraestrutura e Defesa do Consumidor do Senado.
Para Capobiango, Manaus não apresentará problemas com a internet durante o mundial. “Tudo que foi programado até agora tem sido finalizado. Não tenho tido grandes sobressaltos com relação a isso não. Acredito que até o mundial tudo estará funcionando sem maiores problemas”, conclui.

Fora da Copa
Para além da Copa, Levy afirmou que as empresas de telecomunicações representadas pela entidade têm cumprido todas as metas impostas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O executivo citou os investimentos de R$ 29,3 bilhões do setor em 2013, ano no qual a banda larga móvel registrou um crescimento de 69%.
De acordo com dados do Sinditelebrasil, o número de chips ativados no país chegou a 274 milhões, dos quais 146 milhões têm acesso à internet. “Já temos 3.648 municípios atendidos pelo 3G, o que representa 91% da população e que supera as metas impostas às empresas. Além disso, 105 municípios já contam com o 4G, após a instalação de aproximadamente 8 mil antenas”, disse Levy.
O diretor alegou ainda que os preços dos serviços prestados pelo setor têm caído nos últimos anos. “O gasto médio do consumidor com telefonia móvel é de R$ 19,50 por mês, menos de 1% da renda média do brasileiro. Se fosse realmente um serviço muito caro, a demanda e o crescimento não seriam tão grandes”, avaliou.
Metas
O presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), João Rezende, disse nesta terça-feira (20) que a agência pretende impor novos compromissos para as empresas de telecomunicações em julho ou agosto.
“Estamos completando dois anos de cautelar em julho. Evidentemente há intenção da agência em estabelecer novos compromissos a partir de agosto”, disse.
“Eles ainda não estão definidos. Vamos estudar com a nossa área técnica, em nenhum momento estamos pensando em restrições de vendas.”
Em 2012, a Anatel suspendeu a venda de serviços de celular e de internet de grandes teles após falhas na qualidade.
O presidente da Anatel evitou entrar em detalhes sobre o tipo de compromisso, mas adiantou que eles devem estar focados na qualidade, área de cobertura, atendimento a pequenas localidades do país e atendimento ao consumidor.
No serviço de internet 4G (internet dez vezes mais rápida que a 3G), a Anatel pretende seguir apenas as metas impostas em contrato.
Ainda de acordo com Rezende, a agência está concluindo em 30 de junho a fiscalização dos compromissos das empresas para a Copa do Mundo. Trezentos servidores da Anatel acompanharão os serviços prestados durante o evento esportivo. A dispinibilidade de serviços de internet banda larga será avaliada.

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